A um passo de fazer história, Löw alerta para Argentina além de Messi

Na visão do treinador, todo o time comandado por Sabella inspira cuidados; as facilidades encontradas pela Alemanha no duelo contra o Brasil foram exceção

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Rio de Janeiro - Treze de julho de 2014, Maracanã, Rio de Janeiro, Brasil. Esta será a terceira vez que argentinos e alemães se encontram em uma final de Copa do Mundo. Em 1986, na primeira decisão, a Alemanha sucumbiu ante à genialidade de Maradona. Em 1990, os alemães deram o troco. Um gol de pênalti marcado por Brehme, no finalzinho do jogo, sacramentou o tricampeonato alemão. Chegou a hora do tira-teima entre duas das mais tradicionais escolas do futebol mundial.

“São duas seleções que já tiveram duelos interessantes no passado. A Argentina está com uma defesa mais forte”, aponta o técnico Joachim Löw.

Engana-se quem pensa que os alemães estão preocupados apenas com Messi, o camisa 10 eleito quatro vezes como o melhor jogador do mundo pela FIFA. Na visão de Löw, todo o time comandado por Alejandro Sabella inspira cuidados especiais. As facilidades encontradas pela Alemanha no duelo contra o Brasil foram exceção.

“Esse time não é só Messi, pois há jogadores maravilhosos, como Aguero, Di María e Higuaín. Será uma final fascinante e o jogo contra o Brasil não é a regra”, avaliou.

Estatisticamente, a Argentina leva a melhor nos confrontos com os alemães. São treze triunfos contra nove dos germânicos, e ainda seis empates. Mas o retrospecto favorável hermano não assusta Löw. “Normalmente, eu não acredito nisso. Não acredito em números”, disse.

Para o treinador alemão, o que importa mesmo é que seus jogadores mantenham a concentração e o foco na conquista do tetracampeonato mundial. A possibilidade de entrar para a história precisa ser maior do que os fatos que aconteceram no passado. “Independente do que acontecer, é uma questão de querer ganhar. Podemos entrar para a história. Poderia ser uma alegria a mais para nós”, concluiu.