Trânsito na Pedro I não será mais liberado neste sábado

O motivo é que um novo projeto para a troca do escoramento do viaduto ao lado foi apresentado e uma nova máquina para a retirada dos escombros será testada ao longo do dia

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Medida. A outra alça do viaduto Guararapes recebeu um reforço de escoras para garantir tranquilidade
João Godinho - 10.7.2014
Medida. A outra alça do viaduto Guararapes recebeu um reforço de escoras para garantir tranquilidade

Contradizendo a previsão inicial das autoridades competentes, o trânsito de veículos na avenida Pedro I, no trecho sob o viaduto Batalha dos Guararapes, não será mais liberado neste sábado (12). O motivo é que um novo maquinário para a retirada da estrutura que foi preservada pela perícia está sendo testado nesta manhã. Um novo projeto foi apresentado pela empresa contratada  para a retirada dos escombros. Ainda não há nova previsão de quando o trânsito no local será liberado.

De acordo com o coronel Alexandre Lucas, da Defesa Civil, o trecho que está interditado já há nove dias, após o desabamento que causou a morte de duas pessoas e deixou outras 23 feridas, deve continuar assim, pelo menos neste sábado. O outro viaduto ao lado do Guararapes, que não chegou a cair, está com a alça escorada, e a empresa de engenharia contratada para este trabalho terá que fazer a troca deste escoramento. O novo projeto apresentado por ela vai possibilitar a continuidade dos trabalhos junto a liberação do trânsito, com mais segurança.

Se fosse liberado neste sábado, o trânsito teria que ser fechado novamente dentro de dois dias para a troca de escoramento, o que deve acontecer ao longo do dia. Por isso, a opção foi por manter o trecho fechado.

Os trabalhos

Por volta de 9h30 deste sábado o equipamento para a remoção da pilastra da parte isolada começou a ser testado. Se trata de um equipamento suíço com correia importada da Áustria. Basicamente, é uma maquina de corte com fio diamantado, que causa menos desconforto para os moradores da região. Segundo o engenheiro da Defesa Civil Eduardo Pedersoli, as máquinas utilizadas nos trabalhos de remoção do viaduto, até então, eram rompedores hidráulicos que quebravam a estrutura, fazendo muito barulho, levantando poeira e causando vibrações no terreno, o que poderia trazer algum risco para a estrutura, atrapalhar a perícia e os moradores.

Por isso os responsáveis optaram por trazer esta nova tecnologia para os trabalhos porque, ao invés, de quebrar, a máquina de corte com fio diamantado corta o concreto, fazendo pouco ou nenhum barulho, sem levantar poeira ou causar vibrações no solo. O equipamento é muito utilizado na mineração para fazer o desmanche de rochas. É uma máquina pequena com motor elétrico e roldanas que fazem com que o cabo diamantado corte as pedras.

O novo equipamento começou a ser testado por volta de 9h30 e, caso não dê certo, os responsáveis terão que buscar uma nova tecnologia para remover a estrutura isolada do viaduto.

A área afundada pelo viaduto continua intocada e preservada.

Ainda neste sábado, devem ser finalizados os trabalhos de recapeamento do asfalto e recuperação da pista, marcação de sinalização, pintura de faixas de segurança e implantação de placas.

Outros viadutos

A Defesa Civil informou que está fazendo o monitoramento visual de todos os viadutos de Belo Horizonte, e que irão começar o monitoramento tecnológico, mas que nenhum deles apresentou risco ou qualquer indício que desperta o alerta até então. 

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