Brasil e Holanda jogam em tom de melancolia

Brasil terá que vencer a Holanda, neste sábado, às 17h, no Mané Garrincha, em Brasília, pela disputa do terceiro lugar.

iG Minas Gerais |

CBF/Divulgação
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Brasília. Após a goleada de 7 a 1 sofrida para a Alemanha, tudo que muitos jogadores da seleção brasileira e integrantes da comissão técnica queriam era que a Copa acabasse logo ali. Ir para casa, refletir e deixar que o próprio tempo cubra as feridas da maior derrota já sofrida pelo Brasil. No entanto, não será uma opção. 

Ter que jogar mais uma partida, tirando motivação sabe-se lá de onde, será um desafio extra para os comandados de Felipão, que terão que mostrar pouco abatimento e muito amor ao país para honrar a convocação e terminar a Copa na terceira posição.

Para fazer a ferida da derrota para a Alemanha ser cicatrizada o mais rápido possível, o Brasil terá que vencer a Holanda, neste sábado, às 17h, no Mané Garrincha, em Brasília, pela disputa do terceiro lugar. Uma nova derrota – e, quem sabe, a forma como ela acontecer – pode acelerar o processo de revolução que o futebol brasileiro mostrou que necessita. Uma vitória convincente, no entanto, será o principal objetivos dos anfitriões, que fazem questão de mostrar que tudo não passou de um fato raro.

“O objetivo principal já não vai acontecer. Será difícil para o resto das nossas vidas e não vai ser de um dia para o outro que vai modificar. O que tentamos foi uma recuperação na parte psicológica para que os jogadores tenham uma perspectiva de jogar como se fosse o sonho principal. Para entrar com totais condições e perspectiva de conseguir o terceiro lugar e dar ao povo uma pequena alegria”, afirmou Felipão.

Momentos distintos. Enquanto um lado chega abalado pelo desastre que aconteceu no Mineirão, o outro poderia, tranquilamente, estar na decisão. A Holanda foi derrotada na semifinal pela Argentina, após 120 minutos sem gols e uma disputa de pênaltis que teve o goleiro Romero como grande herói. O equilíbrio da partida mostrou que a vitória poderia ir para qualquer um dos lados. Sorte dos nossos vizinhos, que foram mais competentes no momento mais decisivo do encontro.

Ainda sem perder no Mundial, os holandeses querem sair do torneio de cabeça erguida, com o retrospecto positivo a seu favor. “Estamos trabalhando para terminar a competição sem nenhuma derrota. Ainda temos coisas a fazer por aqui. Podemos escrever mais um capítulo da história do nosso futebol”, destaca o técnico Louis Van Gaal, lembrando que a famosa seleção do país, nos anos de 1974 e 1978, deixou sua marca, apesar de ter perdido, pelo menos, um jogo nas citadas edições dos Mundiais.

Menosprezo. Apesar de chegar para a disputa de terceiro lugar em um momento bem diferente da seleção brasileira, a Holanda ainda tenta se recuperar da derrota para a Argentina. O técnico Louis Van Gaal chegou a declarar que a partida de disputa do terceiro lugar nem deveria ser jogada. A possibilidade de sair do Mundial com duas derrotas seguidas dá ao treinador a certeza de que os últimos resultados podem apagar a boa campanha. A opinião do comandante não vem de hoje e é afirmada por ele há mais de dez anos.

“Os jogadores não deveriam jogar pelo terceiro lugar porque só há um prêmio: a taça de campeão do mundo. Perder de 7 a 1 é o mesmo que perder nos pênaltis. Fizemos uma campanha maravilhosa, mas os dois últimos jogos podem esconder isso”, indica, mostrando que todo o seu desejo pelo Mundial terminou assim que o último pênalti dos hermanos foi convertido contra sua equipe. Apesar da comparação entre os dois resultados, é fato que a forma como os times entrarão em campo será, na teoria, bastante distinta. Resta esperar a bola rolar para conhecer, na prática, como os jogadores dos dois times irão se comportar. Por mais que o terceiro lugar seja uma colocação digna, a impressão que se tem é de que o resultado final de pouco irá valer aos dois times, que não escondem a decepção de não chegarem à final.

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