Existência ainda não foi provada

iG Minas Gerais |

Santa Barbara. A abordagem topológica da Microsoft costuma ser vista como a mais arriscada pelos cientistas porque a exótica partícula anyon necessária para gerar qubits ainda não teve a existência comprovada. Isso pode mudar em breve. A empresa colabora com dez de quase 20 grupos de pesquisa acadêmicos explorando a partícula subatômica conhecida como férmion de Majorana, cuja hipótese foi oferecida há muito tempo. Provar a existência do Majorana significaria que ele provavelmente poderia ser utilizado para formar qubits para essa nova forma de computação quântica.

A Microsoft apoiou a pesquisa, liderada pelo físico Leo Kouwenhoven no Instituto Kavli de Nanociência da Universidade Delft de Tecnologia, na Holanda, que em 2012 produziu a prova mais convincente de que a partícula prevista há tanto tempo existe.

Conjuntos dessas partículas que podem ser controlados com precisão dentro de materiais exóticos em temperatura extremamente baixa podem ser empregados para construir qubits no modelo de computação topológica proposto pelo matemático Michael Freedman e os físicos Chetan Nayak e Sankar Das Sarma em 2005. Se esse tipo de qubit for confirmado, ele terá resistência muito maior a erros do que outros tipos de qubits forjados a partir de elétrons, fótons e núcleos atômicos.

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