Mais de 1 milhão deixam o restaurante e levam marmita

Apesar da queda do consumo em restaurantes, gasto com alimentação fora do lar sobe 14%

iG Minas Gerais | Thais Pimentel |

Opções variadas de saladas também podem ser preparadas no dia anterior e levadas
Andrew Scrivani/The New York Times
Opções variadas de saladas também podem ser preparadas no dia anterior e levadas

O analista financeiro Diogo Rodrigues leva sua própria comida para o trabalho todos os dias. A marmita é feita em casa por ele e pela esposa. “A gente sempre divide as tarefas”, explica o rapaz, que faz questão de frisar que ajuda na cozinha. Ao deixar de almoçar em restaurantes, Rodrigues se deu conta de que fez uma economia de quase 50% do que gastava com comida nos últimos 12 meses. “Comer fora é muito caro. Eu levo minha comida todos os dias. É prático e bem mais gostoso”, defende.

Diogo Rodrigues é um dos brasileiros que ajudou a reduzir o percentual de 82,2% que priorizavam a alimentação fora de casa em 2012 para 79,7% em 2013. A pesquisa Consumer Insight, feita pela Kantar Worldpanel – empresa que analisa hábitos do consumidor, aponta que 1,2 milhão de pessoas deixaram de fazer suas refeições em restaurantes de um ano para o outro.

“Está caro demais. Um prato pequeno não sai por menos de R$ 24. Eu já estou me acostumando a trazer minha marmita. Ainda não consigo fazer isso todos os dias, mas já noto a economia no bolso”, disse o analista administrativo Daniel Maia.

Menos gente, mais dinheiro. De acordo com a pesquisa da Kantar Worldpanel, apesar da queda do consumo em restaurantes, houve aumento de 14% com gastos em alimentação fora do lar, demonstrando o crescimento no custo deste item. Lanche, café da manhã e almoço foram as refeições mais impactadas.

Para a entidade, os brasileiros passaram a comprar mais produtos de consumo rápido nos supermercados, o que facilita na hora do preparo. “Eu faço meu almoço no dia anterior, normalmente à noite. Além de economizar, ainda posso controlar minha alimentação, comendo coisas mais saudáveis e feitas de um jeito mais caseiro”, explica a recepcionista Elaine Magno, acostumada a levar sua quentinha para o trabalho.

Isso se reflete nas “compras de mês”, um hábito consolidado pela família brasileira. De acordo com a Kantar Worldpanel, a atividade voltou a apresentar um bom desempenho, beneficiando o varejo.

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