Ambiente ideal ainda é buscado pela Holanda, após derrota nos pênaltis

Técnico revelou que tristeza era grande no vestiário, mas que pensamento já deve ser mudado para disputa de terceiro lugar, neste sábado

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI E GUILHERME GUIMARÃES |

Atacante camaronês está de malas prontas para o Anzhi (RUS), mesmo time de Diego Tardelli (Ex-Atlético)
Felipe Dana/AP
Atacante camaronês está de malas prontas para o Anzhi (RUS), mesmo time de Diego Tardelli (Ex-Atlético)

BRASÍLIA (DF). Mesmo vendo o objetivo de ser campeão do mundo escapar, o técnico da Holanda, Louis Van Gaal, ainda tenta traçar um caminho para seu time perseguir dentro da Copa do Mundo.  O time europeu encara o Brasil, neste sábado, às 17h, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, pela disputa do terceiro lugar do Mundial. Apesar da primeira posição não ser mais possível, ele acredita que uma das metas foi cumprida. “Antes mesmo da Copa começar, afirmei que nosso time seria o mais difícil de ser batido, apesar de não ter os melhores jogadores. E assim temos feito até aqui. Quero que continuemos desta forma”, mostra. O treinador não escondeu que o time ainda tenta se recuperar da derrota, nos pênaltis, para a Argentina, resultado que deixou seu time de fora da final. “Após o jogo, os jogadores estavam muito tristes, sabendo que o sonho acabou. A chance não vai mais voltar. A forma como nós perdemos fez com que a tristeza fosse ainda maior. Era melhor ter perdido de 7 a 1”, comenta. Após dois dias do revés, Van Gaal revela que o time ainda tenta ‘juntar os cascos’ e focar no próximo jogo. “O ambiente está melhorando, aos poucos. Gradativamente, vamos nos dando conta de que é necessário pensar na partida seguinte, saber que temos um outro compromisso pela frente. Temos que ir atrás disso”, coloca. O atacante Kuyt enaltece o espírito mostrado pelos companheiros neste Mundial. “Ficamos todos muito abalados com a derrota. Mas este é o melhor ambiente de grupo que já vi dentro da seleção. Perder dói muito e essa dor não passa rapidamente. Queremos sair daqui com a sensação de que fizemos tudo que era possível”, afirma.