Chefe de arbitragem nega economia de cartões e celebra queda de lesões

Comandante negou ter orientado os juízes a economizarem cartões

iG Minas Gerais | Folha Press |

O chefe de arbitragem da Fifa, Massimo Busacca, negou nesta sexta-feira (11) ter orientado os juízes a economizarem cartões durante os jogos da Copa e disse que o número de jogadores contundidos caiu 40% neste Mundial.

O ex-árbitro suíço reconheceu que algumas jogadas mais ríspidas não foram punidas como deveriam, mas culpou as individualidades de cada juiz por essa falta de sintonia. "Sentimos falta de alguns cartões em alguns jogos. Mas foi por causa das instruções. Existem diferenças culturais entre os árbitros", disse Busacca.

A polêmica sobre os cartões começou depois de apenas quatro cartões amarelos terem sido aplicados na vitória por 2 a 1 do Brasil sobre a Colômbia, nas quartas de final, quando foram anotadas 54 faltas, recorde do Mundial.

O tabloide alemão "Bild" chegou a publicar que havia uma orientação aos árbitros para economizarem cartões e não desfalcarem.

"Não se pode dar cartão o tempo todo. Os jogadores precisam ter fair play. Quando se tem 52 faltas é porque os jogadores decidiram não jogar", adicionou.

O número de cartões amarelos caiu de 3,8 por partida em 2010 para 2,8 neste ano, As expulsões também diminuíram: 0,3 para 0,2 por jogo.

A Fifa comemorou que junto com as advertências caíram as contusões. Segundo a Fifa, foram registradas até o momento 95 contusões, média de 1,6 por partida. A queda em relação ao Mundial da África do Sul, quatro anos atrás, foi 40%.

"Não tivemos uma grande falta, daquelas que você fica assustado. Essa foi a mensagem. O futebol ganhou", afirmou Busacca.

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