Filha de ex-advogado do caso Bruno encontrada morta no Panamá

José Arteiro, a mulher dele e outras duas filhas do casal viajaram na manhã desta sexta-feira (11) para acompanhar as investigações

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

Primeiras informações dão conta que a mineira foi encontrada morta no apartamento em que morava
Reprodução / Facebook
Primeiras informações dão conta que a mineira foi encontrada morta no apartamento em que morava

A mineira Graziella Cavalcante, de 37 anos, filha do advogado José Arteiro Cavalcante Lima, que atuou como assistente de acusação no caso Eliza Samudio, foi encontrada morta na madrugada dessa quinta-feira (10) na Cidade do Panamá, na América Central, onde morava sozinha. O advogado, sua mulher e outras duas filhas viajaram na manhã desta sexta-feira (11) para acompanhar as investigações.

Jornais locais, como crítica.com.pa, afirmam que o corpo de Graziella, que trabalhava como professora de artes marciais, foi localizado no interior de seu apartamento com cortes no pescoço, outros sinais de violência e em estado de decomposição. Ainda segundo as informações publicadas, após o sumiço da vítima, parentes da professora pediram para que um amigo fosse até o apartamento dela. Como ela não atendeu ao interfone, esse amigo teria arrombado a porta da residência e encontrado o corpo caído no chão.

De acordo com a filha mais nova do advogado, de apenas 15 anos, que atendeu a reportagem de O Tempo pelo telefone, Graziella havia falado com a família, pela última vez, na sexta-feira (4). Uma prima da vítima que mora em Nova York foi quem teria ligado para a família e ter dado a notícia, ainda, segundo a adolescente.

"Ainda não temos muitas informações. Meus pais viajaram, no voo de 12h, para tentar entender o que aconteceu", declarou a irmã da vítima.

Na página da professora no Facebook, há fotos dela com cachorros e com um saco de areia, usado em lutas de box. Duas de suas paixões segundo, jornais locais. Alguns amigos da família, já trocaram as fotos do perfil por imagens de laços pretos, fazendo menção a estado de luto.

A reportagem de O Tempo entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, que se comprometeu em apurar o andamento das investigações e se pronunciar sobre o caso. Já a embaixada do Panamá, no Brasil, afirmou não poder passar informações sobre o assunto para preservar a família.

Atualizada às 13h41.

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