Novo pedido de habeas corpus para diretor da Match é negado

De acordo com a equipe de defesa do inglês, advogados apresentarão a decisão anterior de desembargadora para tentar livrar suspeito de chefiar quadrilha de ingressos, que está foragido

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Ray Whelan, consultor da FIFA para assuntos de hotelaria, visita hoteis no Brasil, para preparação para a Copa do Mundo 2014. 02/08/2007. Foto: Charles Silva Duarte/O Tempo
CHARLES SILVA DUARTE/O TEMPO
Ray Whelan, consultor da FIFA para assuntos de hotelaria, visita hoteis no Brasil, para preparação para a Copa do Mundo 2014. 02/08/2007. Foto: Charles Silva Duarte/O Tempo

Um novo pedido de habeas corpus feito pelo advogado do diretor da Match Raymond Whelan -contra a prisão preventiva decretada - foi negado pela Justiça do Rio, na madrugada desta sexta-feira (11). A informação foi confirmada pela equipe do advogado de defesa do estrangeiro, Fernando Fernandes.

O advogado de Whelan disse que deve se reunir até o fim da tarde desta sexta com a juíza relatora do caso, Joana Cardia Jardim Cortes, no tribunal.

De acordo com a equipe de defesa do inglês, Fernandes vai apresentar a decisão anterior da desembargadora Marília de Castro Vieira -que atendeu ao primeiro pedido de habeas corpus contra a prisão temporária do estrangeiro. Ele diz que essa liminar não foi revogada e garante liberdade ao inglês.

A equipe do advogado diz que "se o caso não for resolvido, eles irão recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo".

Whelan, diretor executivo da Match -empresa de venda de ingressos da Copa-, é acusado de envolvimento com a máfia de venda ilegal de ingressos para jogos do torneio e pode ser preso a qualquer momento. O inglês é apontado pela polícia como fornecedor dos bilhetes para a quadrilha.

A Polícia do Rio considera que Whelan está foragido com o auxílio do advogado desde quinta-feira (10), quando foi expedido mandado de prisão preventiva contra o inglês.

Dos 12 indiciados por integrar a quadrilha, o executivo era um dos dois que estava em liberdade graças a um habeas corpus concedido terça-feira (8). O outro era o taxista Marcelo Pavão, que se entregou no fim da tarde desta quinta à polícia.

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