Siglas devem rever cultura e estrutura

iG Minas Gerais | Guilherme reis |

O cientista político Paulo Roberto Leal defende a adoção de cota de gênero, mas entende que os partidos não criaram estruturas política e operacional para a participação de mulheres.  

Para Leal, a cota de gênero visa a estimular a cultura de participação da mulher na vida política brasileira, mas só a legislação não conseguirá mudar o índice de engajamento feminino. “A cota é necessária, mas os partidos devem criar uma estrutura que comporte as mulheres. Como uma mulher com jornada dupla de trabalho ou uma mãe solteira podem participar da vida cotidiana de um partido? Alguma legenda pensou nisso? O que o braço feminino dos partidos faz para ter mais mulheres? As mulheres são só 9% do Congresso”.

Para o especialista, o senso comum prejudica a participação feminina. “Existe a ideia de que o ambiente político não é propício para as mulheres por ser competitivo. O sexo feminino é visto como preparado para cuidar, e não para enfrentar o outro”. 

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