Celebração do amor em Technicolor

Estrelado por Leslie Caron, Maurice Chevalier e Louis Jordan, produção é referência no gênero há mais de 50 anos

iG Minas Gerais | daniel oliveira |

Números musicais e as fortes cores do Technicolor eternizam a produção
MGM
Números musicais e as fortes cores do Technicolor eternizam a produção

Produção grandiosa em todos os sentidos da palavra, “Gigi” não foi só o maior sucesso financeiro da longa carreira do diretor Vincente Minnelli na MGM, mas também rendeu ao cineasta seu único Oscar. A estatueta veio acompanhada de outras oito, num dos raríssimos casos em que um filme venceu todas as categorias a que foi indicado em 1959: filme, direção, roteiro adaptado, fotografia, direção de arte, figurino, montagem, canção original e trilha musical.

Se a lista não é motivo o bastante para conferir o longa, a sequência em que Louis Jordan anda pelas ruas de Paris interpretando a canção-título, numa “geografia criativa” que faz vários pontos turísticos da cidade parecerem bem mais próximos do que são na realidade, não deixa dúvidas.

Considerado o “último grande musical da MGM”, “Gigi” é baseado no romance de mesmo nome escrito pela francesa Collette. A trama é uma comédia romântica feijão com arroz, envolvendo um amor platônico entre a jovem aspirante a cortesã Gigi (Lesley Caron) e o playboy Honoré Lachaille (Maurice Chevalier) na Paris do início do século XX.

A produção é originada, na verdade, da adaptação para a Broadway em 1951, estrelada por uma então desconhecida Audrey Hepburn. A atriz, por sinal, era a primeira opção para o papel principal. Comprometida com outras produções, ela acabou substituída por Lesley Caron – cujas canções, por sua vez, foram dubladas por Betty Wand.

Mas Caron, ao lado de Chevalier e Louis Jordan, completa um elenco de origem francesa – o que, associado ao fato de que o longa foi filmado em Paris, confere a “Gigi” uma autenticidade pouco comum na época.

Apesar disso, e de Minnelli atrás das câmeras, as estrelas do filme são as canções escritas pelo roteirista Alan Jay Lerner e seu parceiro Frederick Loewe. Músicas como “Say a Prayer for me Tonight” (originalmente escrita para “Minha Bela Dama”), “I’m Glad I’m Not Young Anymore” e “Gigi” são algumas das melhores já escritas para o gênero e permanecem impressas na memória como as imagens em Technicolor de Minnelli.

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