Viaduto será partido em ‘fatias’

Previsão de liberação do trânsito permanece para este sábado; área do pilar vai ser preservada

iG Minas Gerais | Luiza Muzzi / CAMILA BASTOS |

Reforço. Escoras foram colocadas no viaduto que permaneceu de pé por precaução
JOAO GODINHO / O TEMPO
Reforço. Escoras foram colocadas no viaduto que permaneceu de pé por precaução

Uma nova tecnologia será utilizada pelos engenheiros que acompanham o viaduto Batalha dos Guararapes para retirar o restante da estrutura que ainda permanece de pé. A escolha do procedimento, chamado corte com fio diamantado, que será testado neste sábado, foi definida em reunião realizada na tarde dessa quinta entre engenheiros da Defesa Civil municipal, da Superintendência de Desenvolvimento da Capital e da Cowan – empresa responsável pela construção do viaduto – e peritos da Polícia Civil. Representantes da MRV Engenharia, que construiu os edifícios vizinhos ao acidente, também participaram dos trabalhos. Ainda nesta sexta, uma nova inspeção deve ser feita nos prédios, para avaliar os impactos sofridos na estrutura durante a demolição já executada.

O novo procedimento consiste em utilizar equipamento especializado que faz o corte para posterior içamento de pedaços da estrutura, sem que sejam necessárias explosões ou quebras. “Essa tecnologia causa muito menos impacto que a do rompedor (usado na primeira etapa de demolição sobre a Pedro I). É como se a gente fosse fatiar o viaduto. A ideia é segmentar o tabuleiro do viaduto, içar por meio de guindastes e transportar os pedaços em caminhões”, explicou o engenheiro civil Eduardo Augusto Rocha, da Defesa Civil.

Segundo o engenheiro, o teste da tecnologia foi autorizado pela perícia e não será feito na área preservada. Via assessoria de imprensa, a Polícia Civil confirmou que ficou acordada a retirada do viaduto por partes, sem que haja impacto ao pilar que precisa ser preservado para o trabalho pericial.

De acordo com a Defesa Civil, o equipamento é utilizado para corte de rocha e alimentado com eletricidade. Segundo Eduardo Rocha, a máquina não faz a quebra do elevado e, por isso, a poeira e o ruído são mínimos. “Vamos analisar, e, sendo aprovada, a tecnologia vai ser implementada no restante da estrutura. Se for bem-sucedida e realmente não causar impacto, não haverá necessidade de remoção das famílias”, afirmou.

A Defesa Civil afirmou nessa quinta que foi feito um reforço à outra alça do viaduto, e que está mantida para neste sábado a previsão de liberação do tráfego na região. Segundo o órgão, a medida, preventiva, já estava prevista e não foi feita em função de nenhum novo risco encontrado. “Esse complemento do escoramento é para tirar a carga de cima dos pilares, e vai servir para termos ainda mais segurança na liberação do trânsito”, completou Rocha. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave