Contra as ‘vacas magras’ da Copa, a hora já é de liquidação

Lojas de calçados, roupas e acessórios antecipam temporada de descontos para clientes voltarem

iG Minas Gerais | Thaís Pimentel |



Sem saldão.

 Loja Sapatos e Cores, por enquanto, não vai apostar em descontos, porque produtos exclusivos vão garantir volta da clientela
Lincon Zarbietti / O Tempo
Sem saldão. Loja Sapatos e Cores, por enquanto, não vai apostar em descontos, porque produtos exclusivos vão garantir volta da clientela

Se bares, restaurantes e hotéis lucraram com a Copa do Mundo, em Belo Horizonte, as lojas de calçados, roupas e acessórios tiveram um mês de vacas magras. Para recuperar o tempo e o dinheiro perdidos, muitas já começam a apostar em descontos e promoções.  

“O pessoal só queria saber de comer e beber. Tenho esse estabelecimento há 30 anos e nunca vi uma coisa dessas antes. A queda foi de 35% em relação a junho. Minha loja é dedicada a jovens senhoras, e elas ficaram bem receosas de aparecer por aqui por causa do movimento na Savassi”, reclama a dona da loja de moda feminina Miss Brasil, no shopping 5°Avenida, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, Glória Inez Costa. Com o fim dos jogos na cidade, a comerciante tem esperança de que o movimento volte a ser como antes do Mundial. “Já começou a melhorar. Tem desconto de até 30% por aqui. Espero que a clientela retorne rapidamente”, conta.

A Água Fresca Lingerie, que tem quatro lojas em Belo Horizonte, promete descontos de até 70% neste mês de julho. “É uma ótima oportunidade para renovar as gavetas”, afirma a proprietária da marca, Juliana Moraes, que espera um aumento de 15% nas vendas em relação ao mesmo período de 2013.

Os shoppings também já tentam liberar os estoques encalhados. No BH Shopping, por exemplo, as lojas anunciam descontos de até 50%. Já em um dos estabelecimentos do Diamond Mall, o consumidor tem desconto de metade do preço, caso adquira seis peças. Uma loja de acessórios, que também fica no centro de compras, promete também 50% de desconto nos produtos.

A loja Sapatos e Cores, localizada na rua Paraíba, bem próxima à região que ficou lotada de turistas na Savassi, registrou queda de 24% no movimento durante o Mundial. “Eu vendia, em média, de oito a dez pares de sapatos por dia. Com a Copa, vendi, no máximo, dois”, lamenta o proprietário, Marcos Henrique de Souza. Apesar do aperto, ele disse que não vai apostar em descontos, porque acredita que os clientes o procuram por produtos exclusivos. “O movimento vai voltar a ser como antes da competição. Não tenho dúvidas disso. Por enquanto, confio na volta dos consumidores que já estão habituados com os meus sapatos”, disse.

Televisores. Com a eliminação do Brasil pela Alemanha na Copa do Mundo, as revendedoras de eletrodomésticos já traçam estratégias para desovar as mercadorias das lojas. Na capital, a loja Ricardo Eletro, por exemplo, oferece descontos de até 80% nos preços de televisões, computadores, celulares, tabletes e lavadoras em seu site. Os valores ainda podem ser parcelados.

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