Morador do bairro Vista Alegre denuncia baile funk regado a drogas

Conforme denúncia, festas acontecem até tarde sempre que acontecem jogos de futebol; traficantes armados desfilam pelo local

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Os moradores da rua Paiva, localizada na divisa entre os bairros Vista Alegre e Cabana do Pai Tomás, na região Oeste de Belo Horizonte, estão cansados dos bailes funk promovidos por traficantes da região, que acontecem sempre que ocorrem jogos de futebol. Som alto, drogas e bebidas alcoólicas até mesmo para menores são apenas algumas das reclamações. 

Segundo um morador, que preferiu não ter o nome publicado temendo represálias, as festas acontecem precisamente entre os números 35 e 12 da via. "Sempre que tem jogo, seja do Atlético, do Cruzeiro e até da Seleção, a festa é garantida. Juntam carros com som alto e ficam até de madrugada, mesmo tendo várias residências de pessoas que precisam trabalhar cedo no dia seguinte", reclama. 

Cerca de 300 a 400 pessoas costumam participar da festa, sendo que a grande maior são menores. "Um traficante da região, o Paraíba, e o braço direito dele, o Pretinho, é que organizam. Pagam barris de chopp, drogas são consumidas por todos, maconha e cocaína. Mas o pior são os traficantes armados, desfilando em meio a todos", garante o denunciante. 

Na última terça-feira (8), data da partida entre Brasil e Alemanha no Mineirão, a festa teria durado até cerca de 4h40 da quarta-feira (9). "Tive que ligar no trabalho e avisar que não tinha como ir trabalhar, que já tinha chamado a polícia e a festa continuava. Era impossível dormir e eu não conseguiria trabalhar sem nem um minuto de sono", afirmou o morador da rua. 

Polícia Militar

Procurada pelo jornal O TEMPO, militares do 5ª Batalhão da Polícia Militar (PM) informaram que já receberam denúncias e já investigam os traficantes que promovem o baile funk. Na madrugada de quarta, quando a festa durou até 4h40, uma incursão no local foi feita pela corporação.

Walley de Souza Júnior, de 20 anos, foi detido portando um revólver calibre 38 com cinco munições intactas. A prisão aconteceu na Rua Paiva, na altura do número 20.  Além disso, a corporação afirma que conta com o auxílio dos moradores, que devem entrar em contato pelo 190 sempre que as festas perturbarem.

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