Batalhão da Copa avalia positivamente 30 dias da Argentina em BH

Segurança dos hermanos na Cidade do Galo ficou a cargo de um efetivo de 16 policiais militares, que se revezam em três turnos por dia

iG Minas Gerais | ANTÔNIO ANDERSON |

Já se passaram mais de 30 dias desde a chegada da delegação a Argentina à Cidade do Galo. A estadia dos hermanos no CT alvinegro mobilizou um grande efetivo de policiais para garantir a segurança dos jogadores e dos torcedores, que neste período compareceram ao local para tentar ver de perto os atletas. "Felizmente, não registramos nenhuma ocorrência mais séria. O único destaque foi o rapaz que tentou invadir o CT para pegar um autógrafo do Messi e foi barrado pela segurança", afirmou o capitão Sérgio Luiz Goulart, 37, do Batalhão da Copa.

A segurança da Argentina na Cidade do Galo ficou a cargo de um efetivo de 16 policiais militares, que se revezam em três turnos por dia, de 7h às 15h, de 15h às 23h e de 23h às 7h, para garantir a tranquilidade da Albiceleste. "Para a gente foi uma experiência bastante gratificante. Esse contato com jornalistas e torcedores argentinos foi muito bom. Também vieram vários brasileiros, mas, felizmente, tudo transcorreu dentro de uma normalidade, sem registros de casos mais graves como furto, roubo ou vandalismo", afirmou o capitão Sérgio.

O policial militar destacou que a presença da Argentina no CT do Galo vai deixar um grande legado para a corporação. "Essa oportunidade foi única para a gente. Acho que a nossa principal dificuldade neste período foi a de tentar entender o que os argentinos estavam tentando nos dizer. Mas conseguimos nos fazer entender falando devagar, pausadamente e, em alguns casos, através de sinais", declarou o capital Sérgio. O PM destacou que existia um certo receio por causa dos problemas com manifestações vividos no ano passado durante a disputa da Copa das Confederações.

"Estávamos preparados para o pior. Felizmente, tudo transcorreu dentro de uma normalidade e não foram registrados casos como do ano passado", afirmou o capitão Sérgio. Outra preocupação, segundo ele, era com a possibilidade dos barra-bravas, torcedores argentinos. "O nosso setor de inteligência em um trabalho conjunto com todos os outros meios envolvidos na segurança da Argentina estavam atentos ao problema. Mas, como já disse antes, não houve esse tipo de situação e o que vai ficar é esse entrosamento que tivemos com todos que aqui estiveram", completou o policial.