Integrantes de ocupação fazem protesto no centro de BH

Grupo se revoltou porque prefeitura não compareceu a uma reunião marcada no Ministério Público

iG Minas Gerais | Bruna Carmona/ Natália Oliveira |

Representantes de movimentos sociais e ocupações fazem um protesto na tarde desta quinta-feira (10). Cerca de 400 pessoas saíram em marcha da Associação Mineira do Ministério Público (AMMP), da avenida Augusto de Lima em direção a sede da Prefeitura de Belo Horizonte, na avenida Afonso Pena. Por enquanto eles não estão fechando o tráfego. O grupo deve fazer um protesto em frente a prefeitura.

No início da tarde representantes de movimentos sociais e ocupações de Belo Horizonte se reuniram com o Ministério Público e a Defensoria Pública no auditório da Associação Mineira do Ministério Público (AMMP), no centro da capital, para discutir as reivindicações do grupo.

O encontro é resultado da negociação feita na última sexta-feira (4) para que os integrantes de ocupações deixassem os prédios da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel), da Advocacia Geral do Estado (AGE) e a porta da PBH, onde permaneceram acampados por dois dias.

Após se reunir com os manifestantes, o juiz Magid Nauef Láuar, da 1ª Vara da Fazenda Pública Municipal de Belo Horizonte enviou ao prefeito Márcio Lacerda um ofício recomendando a participação de representantes da administração municipal no encontro desta quinta-feira. No entanto, de acordo com Leonardo Péricles, integrante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), ninguém compareceu. Isso revoltou os membros da ocupação que deram inicio ao protesto. Em frente a prefeitura eles farão uma assembleia para decidir os rumos do protesto. 

Ainda assim, a reunião aconteceu na presença de membros do Ministério Público e da Defensoria Pública. Os encaminhamentos serão enviados, pelo MPMG, aos governos municipal e estadual, e também ao juiz da 1ª Vara que participou da negociação.

Entre as reivindicações do movimento estão a efetivação dos projetos de infraestrutura urbana básica nas ocupações, a transformação dos terrenos ocupados em bairros, o recadastramento de todas as famílias das ocupações Rosa Leão, Esperança e Vitória, e a participação da administração municipal na reunião marcada com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) para o dia 17 de julho. 

A prefeitura de Belo Horizonte foi procurada pela reportagem de O TEMPO e deve se pronunciar sobre o caso ainda nesta quinta-feira.

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