Polícia Federal divulga balanço parcial de operação para o Mundial

Ao todo foram 23 estrangeiros que foram notificados pela polícia e tiveram que deixar o país durante o Mundial; não houve nenhuma prisão consolidada

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Operação Copa demandou 600 policiais federais
DIVULGAÇÃO/ PF
Operação Copa demandou 600 policiais federais

Nesta quinta-feira (10), a Polícia Federal (PF) apresentou um balanço parcial sobre sua atuação na Copa do Mundo. A operação para o Mundial vai até o dia 26 de julho porque, segundo o delegado Alexandre Leão, coordenador de grandes eventos de Minas Gerais, mesmo com o fim da Copa, ainda são muitos os estrangeiros que ficarão mais tempo no país.

De acordo com o balanço, não houve nenhuma prisão consolidada por parte da Polícia Federal (PF) durante o Mundial. Foram 23 estrangeiros, argentinos e colombianos em sua maioria, que estavam em situação irregular no país. Mas como eles foram notificados e voltaram para os seus respectivos países, não houve necessidade de atuação por parte da PF. 

Entre os estrangeiros notificados, estão os 18 colombianos que foram presos no centro de Belo Horizonte após promover um arrastão e que estavam no país desde a Libertadores, e também dois argentinos que estavam na lista enviada pelo governo da Argentina ao Brasil, que constava o nome dos torcedores que já arrumaram brigas no país. Além deles, houve peruanos que também foram notificados e tiveram que deixar o Brasil.

Ainda de acordo com o delegado, não houve nenhum envolvido com venda ilegal de ingressos detectado pela PF. Ao todo, foram 40 vistorias antibombas, 150 veículos vistoriados e quatro acionamentos por ameaças de bombas nesta Copa, entre elas, o caso da mala encontrada no aeroporto de Confins. Ela pertencia a um jornalista que veio cobrir o jogo entre Brasil e Chile e acabou sendo destruída pela polícia, apesar de conter apenas roupas e uma máscara de gás. O jornalista alegou que não tinha onde deixar a mala e, por isso, deixou no aeroporto. Foi ele mesmo que procurou a polícia.

As outras ameaças de bomba ocorreram em um hotel da capital que não teve o nome divulgado, e duas em carros oficiais da Fifa.

Para a operação Copa, foram destacados 600 policiais federais, divididos em 12 áreas de atuação. Dentro desta equipe foram destacados dois delegados para cada delegação. 

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