BH fica em penúltimo lugar no ranking de desempenho das cidades-sede

Estudo mostra que a maioria dos brasileiros não ficou satisfeito com a preparação das cidades para receber a Copa do Mundo; Curitiba e Manaus receberam as melhores avaliações

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

No ranking de desempenho das cidades-sede da Copa do Mundo 2014, Belo Horizonte ficou em penúltimo lugar, junto com Cuiabá (MT), Porto Alegre (RS) e Salvador (BA), perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro, que dividem o último lugar. A pesquisa, realizada entre os dias 13 e 18 de junho com 2.258 pessoas de todas as 12 cidades-sede, foi encomendada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

O estudo concluiu que a satisfação dos brasileiros em relação a estrutura das cidades para o Mundial deixou a desejar. Dos entrevistados, 74% responderam que a preparação geral - contemplando aspectos da saúde, transporte, segurança, limpeza urbana, entre outros - não foi suficiente para receber o evento, o que significa que sete em cada 10 brasileiros ficaram insatisfeitos.

Somente 12% dos entrevistados acreditam que os preparativos para a Copa foram suficientes e 11% opinam que não houve qualquer preparo. Além disso, 3% não souberam responder a pergunta.

As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro ficaram em último lugar, na opinião dos próprios moradores. "O que pesou muito para este resultado foi o fato destas cidades terem deixado a desejar nas áreas de segurança pública, saúde e transporte público", explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Curitiba (PR) e Manaus (AM) receberam as melhores médias e ficaram empatadas em primeiro lugar entre as cidades mais bem avaliadas para a Copa, ambas com nota 3,4 (de 1, como sendo péssimo, a 5, como sendo ótimo). O destaque foi para a Arena Amazônia, em Manaus, que ao lado da Arena Castelão, em Fortaleza, e da Arena das Dunas, em Natal, recebeu a melhor avaliação entre os 12 estádios pesquisados, ficando com nota final de 4,3. Já Brasília (DF) recebeu a média geral 3,3 e alcançou o segundo lugar no ranking das cidades pesquisadas.

Em terceiro lugar ficaram Fortaleza (CE) e Natal (RN), com média final 3,2. Elas se destacaram pela qualidade da rede hoteleira local, avaliada com nota 4,0, a melhor pontuação do segmento. Dividem o quarto lugar as capitais Belo Horizonte (BH), Cuiabá (MT), Porto Alegre (RS) e Salvador (BA).

Para 44% dos entrevistados, o item “segurança pública” é o quesito mais importante para se determinar se a Copa do Mundo será bem avaliada tanto pelos brasileiros quanto pelo resto do mundo. Essa impressão é ainda mais forte os belo-horizontinos, já que 54% deles apontaram esse quesito como prioridade. Segundo os pesquisadores, 8% dos que foram ao estádio pelo menos uma vez por causa do Mundial foram vítimas de roubo ou furto. Além disso, 81% dos brasileiros declararam ter tomado algum cuidado extra com seus pertences nos dias das partidas.

Já a saúde, avaliada com média geral de 1,9, e o transporte público, avaliado com nota 2,2, foram as piores notas dos entrevistados. Já nos outros quesitos os entrevistados se mostraram neutros. Segurança pública recebeu nota média de 2,5, limpeza urbana 2,8, e qualidade dos aeroportos 3,0.

Os critérios mais bem avaliados pelo público foram o potencial turístico com nota média de 3,5, o comércio local com 3,6, a rede hoteleira 3,7, o setor de bares e restaurantes com 3,8, e os estádios com 3,9. "A pesquisa mostra que a população aprovou praticamente todos os requisitos de responsabilidade da iniciativa privada. Ou seja, os empresários fizeram o seu papel. Mas por outro lado, toda a preparação de responsabilidade da esfera pública deixou muito a desejar. Esses são temas historicamente sensíveis para os brasileiros, independentemente de grandes eventos", avalia o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior.

Manifestações

A pesquisa também abordou as manifestações nas cidades-sede. De forma geral, 43% das pessoas ouvidas afirmaram ser favoráveis aos protestos. A aprovação é ainda maior entre os moradores de Fortaleza (51%) e do Rio de Janeiro (50%). Os outros 37% dos entrevistados nas cidades-sede dizem ser contra os protestos.

Mais da metade dos entrevistados (58%) acredita que, caso houvesse protestos, isso poderia afetar de forma negativa a imagem do Brasil. O destaque foi para a capital gaúcha, com 73%, e também São Paulo, com 63%. Apenas 18% dos entrevistados responderam que os protestos teriam impacto positivo na imagem do país.

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