Drica Moraes: fora do lugar-comum

Sempre lembrada em papéis de humor, atriz comemora a escalação para viver a vilã da novela ‘Império’

iG Minas Gerais | RENATO LOMBARDI |

Drica viverá a vilã Cora
Paulo Belote / TV Globo
Drica viverá a vilã Cora

Em 25 anos de TV, Drica Moraes construiu um extenso currículo, que inclui novelas, minisséries e seriados. Apesar de demonstrar toda a sua versatilidade, interpretando papéis que iam da comédia ao drama, a atriz, na maioria das vezes, foi escalada para dar vida a personagens engraçados, como a manicure Márcia, de “Chocolate com Pimenta” (2003), e a perua falida Olívia, de “Alma Gêmea”. Em “Império”, Drica Moraes encara um novo desafio em sua carreira – o de abandonar o lugar-comum, no caso, a comédia, para interpretar a vilã Cora. Durante o lançamento da nova novela das nove no Rio de Janeiro, a atriz conversou com a SuperTV e falou sobre o novo trabalho e sobre as suas expectativas.

Você sempre é escalada para papéis de humor e, agora, fará uma vilã. Como você está encarando esse novo trabalho? Na verdade, lá atrás, eu cheguei a fazer uma grande vilã, a Violante, na novela “Xica da Silva”, de Walcyr Carrasco, na TV Manchete. Ela é o embrião de malucas que eu tenho no meu repertório. Não acho que a escalação dessa novela do Aguinaldo Silva seja óbvia e estou muito grata pelo convite do autor e do Papinha (Rogério Gomes, diretor de núcleo do folhetim) por poder estar encarando essa maluca. Geralmente eu sou escalada para fazer personagens ligadas à comédia, ao humor. Então, acho que o melhor lugar para eu empenhar o meu humor é na Cora. Acredito que o humor está em tudo. Eu faço tudo com olhar de humor, inclusive, esse dramalhão que eu estou fazendo agora tem muito disso, principalmente a inteligência e a esperteza que o humor carrega.

Então, ela será uma vilã cômica? Ela terá humor, mas não sei ainda se ela será uma megera cômica. Acredito que sim, porque tem muitos elementos de circo na dramaturgia do Aguinaldo. A personagem se mete em ciladas do tipo presa em lugares e tem que sair com cordas, corre das mais diversas situações, fala alto, xinga... Ela tem um pouco de tudo.

O que se pode esperar de Cora? Ela é uma megera do autor Aguinaldo Silva. A gente pega o capítulo e não sabe nunca o que ela vai fazer. Essa relação de dependência afetiva com a irmã Eliane (Vanessa Giácomo/Malu Galli) dá uma sensação de perigo de que ela pode fazer qualquer coisa para ser, para ter tudo dessa irmã. Não sei qual é a doença dela, não estudei nada disso. Eu acho que ela tem o que todos nós temos, que é a luta pela sobrevivência, necessidade de poder.

Ultimamente, todas as vilãs têm dado retornos positivos. Isso te instiga a fazer esse papel? Acho que as pessoas estão exercendo mais as suas vilanias, por isso, acho que a Cora está perdoada (risos). E as personagens escritas geralmente para fazer as vilãs são ricas, elas podem muito mais, pois têm um elástico muito grande de ações e de emoções. Isso é um prazer, é uma delícia. Você pode até bancar uma heroína sendo a vilã, pode ser a palhaça, a pobre coitada. É muito rico, muito libertário. As vilãs têm um passaporte mais poderoso, podem ir e voltar quando querem. Acho que as vilãs do Aguinaldo Silva são tão perversas e inesperadas que é gostar ou não gostar, não é nem fazer bem. Ou cai no gosto ou não cai no gosto. Eu espero que caia.

Você tem preferência para fazer humor ou drama? Eu gosto de um bom personagem. E eu tenho um bom personagem nas mãos agora. Um belo personagem e uma equipe excelente. Estamos muito empenhados em fazer esse trabalho. A novela tem carisma, tem pegada, tem os personagens muito bem desenvolvidos, muito bem estruturados, humor, sensualidade, romantismo, crueldade, revelações rocambolescas, filhos revelados... Ela tem tudo para dar certo.

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