Israel faz a maior ofensiva contra o Hamas desde 2012

Para Autoridade Nacional Palestina, ato é ‘declaração de guerra’

iG Minas Gerais |

TEL AVIV, Israel. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, prometeu nessa quarta intensificar os ataques contra o movimento islamita Hamas na Faixa de Gaza. Israel já matou ao menos 38 palestinos em seus ataques dos últimos dias, incluindo crianças.

“O Hamas pagará um preço alto pelos tiros contra a população civil. A segurança dos israelenses é primordial, e esta operação continuará até que os disparos contra as localidades israelenses parem e a calma volte”, declarou Netanyahu, segundo um comunicado divulgado por seu gabinete.

Enquanto as forças de Israel continuam a atacar alvos em Gaza, o Hamas também tem disparado foguetes. Ao menos quatro deles foram lançados em direção a Tel Aviv, sendo abatidos pelo sistema de defesa israelense chamado “Domo de Ferro”. Um artefato de fabricação síria também caiu em Hedera, a cerca de 100 km da Faixa de Gaza, sem deixar vítimas. As sirenes soaram ainda em Ashkelon, mais próxima do território palestino.

Civis palestinos morrem. Pelo menos duas crianças morreram nessa quarta em um dos ataques do Exército israelense contra uma casa no centro da Faixa de Gaza, o que eleva o número de menores mortos nos bombardeios das últimas horas para sete, segundo fontes médicas.

Asraf al-Qedra, porta-voz de Emergências na Faixa, ressaltou que já são 14 as pessoas que morreram nessa quarta em ataques israelenses, sete delas crianças e adolescentes e cinco mulheres, entre elas uma idosa de 80 anos.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, criticou duramente a operação durante uma reunião, na Cisjordânia. “É um genocídio. Matar famílias inteiras é um genocídio realizado por Israel contra nosso povo”, disse Abbas, que mais tarde classificou o esforço israelense como uma “declaração de guerra” contra o povo palestino.

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