Argentinos provocam brasileiros e vencem holandeses no Itaquerão

Mais uma vez, torcida albiceleste invadiu um estádio da Copa e não cansou de zombar os donos da casa depois da goleada para Alemanha

iG Minas Gerais | Fernando Almeida |

Esportes - Jogo entre Argentina e Holanda , em Sao Paulo SP, valida pela semifinal da Copa do Mundo  2014. 

Foto: Alex de Jesus/O Tempo 09/07/2014
ALEX DE JESUS/O TEMPO
Esportes - Jogo entre Argentina e Holanda , em Sao Paulo SP, valida pela semifinal da Copa do Mundo 2014. Foto: Alex de Jesus/O Tempo 09/07/2014

A rivalidade tomou conta da Arena Corinthians. Nessa quarta-feira, os holandeses foram meros coadjuvantes no duelo nas arquibancadas entre brasileiros e argentinos, que iniciaram o embate direto antes mesmo do apito inicial do árbitro turco Cuneyt Cakir para a partida da semifinal da Copa do Mundo. O final todos já sabem; festa argentina após os pênaltis e mais um capítulo da tristeza brasileira neste Mundial.

Provocações. O massacre sofrido pela seleção canarinho frente a Alemanha um dia antes foi um prato cheio para as provocações dos hermanos.

A contagem indo até o número sete e outras menções à goleada germânica entraram no repertório dos sempre inquietos argentinos, que não deixaram de lado canções mais tradicionais, lembrando, por exemplo, a vitória frente os brasileiros nas oitavas de final da Copa de 1990, na Itália – triunfo por 1 a 0 com gol de Caniggia.

A resposta brasileira se apegava aos títulos, ao tradicionalismo da seleção canarinho no Mundial diante das duas conquistas de Mundiais da Argentina, número menor do que o conquistado, por exemplo, por Pelé.

No jogo. A bola começou a rolar e o confronto entre brasileiros e argentinos se tornou ainda mais evidente. Os primeiros segundos pipocaram no cronômetro e os gritos de olé vieram dos torcedores de verde e amarelo – alguns brasileiros também vestiam o laranja – diante do toque de bola holandês. O revide albiceleste não tardou e a promessa das torcidas de esquentar a gelada e chuvosa noite foi aos poucos se desenhando.

Momentos de silêncio quase completo acompanhavam o, às vezes, monótono jogo que se via no Itaquerão. As vaias vindas de todos os lados eram pinceladas entre um toque de bola despretensioso e outro. Contudo, a rivalidade novamente se aflorava e o ciclo de provocações e outros cânticos reiniciava.

A partida seguiu nervosa para os pênaltis e a alegria tomou conta dos argentinos ao verem as defesas de Romero nos pênaltis de Vlaar e Sneijder. Como de praxe, os hermanos demoraram para deixar o estádio em êxtase nas arquibancadas.

Nota de rodapé: holandeses estavam no estádio, claro; chegaram a ensaiar gritos pelo seu país, mas eram rapidamente engolfados por brasileiros, ou argentinos.