PM manterá efetivo especial da Copa até a semana que vem

Mesmo sem novas partidas do Mundial na capital mineira, policiais deslocados para o Batalhão Copa continuarão nas ruas neste sábado e no domingo

iG Minas Gerais | Aline Diniz |

Novo batalhão tem quase três mil homens para atuar no evento
leo fontes
Novo batalhão tem quase três mil homens para atuar no evento

Mesmo sem novas partidas da Copa na capital, a Polícia Militar (PM) vai manter 13 mil homens a postos para prevenção e atuação em possíveis eventualidades até o fim do Mundial. “A estratégia objetiva a Copa, e não a seleção”, disse o chefe da comunicação da corporação, tenente-coronel Alberto Luiz. Ele explicou que o fato de o Brasil não disputar a final não altera o planejamento da corporação. A Polícia Civil também relatou que o esquema montado para o evento só termina na próxima semana.

De acordo com o tenente-coronel, os policiais atuarão em pontos estratégicos neste sábado (12) (quando o Brasil disputa o terceiro lugar no campeonato) e domingo, último jogo do Mundial. “Na capital, haverá transmissão dos jogos, além da Fan Fest”, disse.

Na praça da Savassi – que deve receber de 10 mil a 20 mil pessoas a cada dia no fim de semana – , os policiais vão continuar a triagem para barrar garrafas de vidro e objetos que ofereçam perigo em eventuais conflitos. Segundo Alberto Luiz, o sistema de grades também vai continuar, e policiais vão atuar também nas estações do Move.

Na próxima semana, policiais do interior voltam para suas cidades. Integrantes do Batalhão Copa, alunos da Academia de Polícia retornam às atividades. Já os policiais que atuam na administração e formam o Batalhão Metrópole – que começou no início do ano e não tem data para acabar – voltam às funções originais e farão parte de escala que determinará a atuação nas ruas.

Legados

Para Alberto Luiz, os grandes legados da Copa são “o fortalecimento da PM no trabalho de preservação e proteção às pessoas em grandes eventos”, além da sensação de segurança que ele acredita ter sido passada aos turistas e moradores da região metropolitana.

Já o sociólogo Rudá Ricci considera que a PM se preparou para atuar durante a Copa do Mundo de maneira inteligente, mas cometeu abusos. O especialista relata que o cerco aos manifestantes foi um excesso. “É tratar quem não cometeu um crime como um criminoso”.

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