Argentina supera Holanda nos pênaltis e reedita final contra Alemanha

Mais uma vez, desejo da Laranja Mecânica em erguer sua primeira taça de campeã do mundo escapou perto do fim

iG Minas Gerais | THIAGO PRATA |


Holanda e Argentina buscam uma vaga na grande final da Copa do Mundo
ALEX DE JESUS/O TEMPO
Holanda e Argentina buscam uma vaga na grande final da Copa do Mundo

São Paulo (SP). A tristeza que se instaurou no país em decorrência da humilhante goleada para a Alemanha, por 7 a 1, no Mineirão, ainda está sendo digerida pelos torcedores brasileiros. Uma realidade dolorosa a quem tanto ansiava com o hexacampeonato mundial. E, não bastasse a eliminação vergonhosa, a nação tupiniquim ainda tem de engolir a Argentina na final do Mundial.

Um dia depois da desclassificação canarinha, o time albiceleste venceu a Holanda, nos pênaltis, por 4 a 2 – houve 0 a 0 no tempo normal e na  prorrogação – na Arena Corinthians, e segue viva na busca pelo tricampeonato. O sonho dos argentinos é mais um tormento aos brasileiros. A possibilidade de os hermanos ganharem uma Copa justamente em solo verde-amarelo é um verdadeiro pesadelo.

Por outro lado, o desejo da Holanda em erguer sua primeira taça de campeã do mundo acabou novamente. Se contra a Costa Rica, a Laranja se deu bem nas cobranças de pênaltis, desta vez aconteceu o contrário.

Vlaar e Sneijder pararam em Romero, enquanto Robben e Kuyt converteram para os holandeses. Messi, Garay, Agüero e Maxi Rodriguez marcaram os gols que colocaram os albicelestes na final.

No domingo, às 16h, no Maracanã, os brasileiros devem torcer bastante para a algoz Alemanha, contra a Argentina. Para muitos, é preferível ver os germânicos alcançando o tetracampeonato mundial – o que seria um título a menos que o Brasil – do que ver o maior rival ganhando a Copa no país.

Antes disso, no sábado, às 17h, no Mané Garrincha, em Brasília, brasileiros e holandeses disputam o terceiro lugar, em chance que a seleção terá para tentar diminuir a dor do país pela queda vergonhosa ante os alemães.

O jogo. O primeiro tempo nem parecia o de uma partida de semifinal de Copa do Mundo. Para quem esperava uma etapa inicial alucinante, decepcionou-se. Insosso em vários momentos, o duelo ficou dependente de lampejos de bom futebol de Messi e Robben.

O meia-atacante argentino se esforçou bastante, assim como o também hermano Lavezzi, mas não foi o suficiente para ajudar o time albiceleste a balançar as redes na primeira metade do jogo.

Robben, por sua vez, pouco produzia. Mas verdade seja dita. A bola pouco chegou no velocista. Faltava qualidade da Laranja na transição do meio-campo ao ataque. Quando apostou na bola aérea, a equipe europeia esbarrou em Romero.

As coisas não melhoraram muito no segundo tempo e na prorrogação, chegando ao ponto de Messi e Sneijder cobrarem de forma pífia faltas na área. Pobre bola. Maltratada até mesmo pelos talentos dos times.

Nos pênaltis, brilhou a estrela de Romero, que defendeu duas cobranças e fez a festa dos hermanos. 

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