Argentinos não perdem a chance de tirar onda com vexame brasileiro

Na Arena Corinthians, um dia após o massacre alemão, hermanos fazem 'um minuto de silêncio' e contagem até sete

iG Minas Gerais | FERNANDO ALMEIDA E THIAGO PRATA |

Hinchas argentinos provocam brasileiros nos arredores da Arena Corinthians, antes do jogo contra a Holanda
THIAGO PRATA/WEBREPÓRTER
Hinchas argentinos provocam brasileiros nos arredores da Arena Corinthians, antes do jogo contra a Holanda

São Paulo (SP). É muito fácil saber onde estão e quem são os torcedores argentinos, mesmo que os hermanos estejam a quilômetros de distância. O barulho ensurdecedor feito por eles é detectado em questão de segundos. Além da animação habitual, os albicelestes não param de tirar sarro da seleção brasileira. É uma tradição, não importa o local onde estejam. Mas, nesta quarta-feira, na Arena Corinthians, um dia depois do massacre alemão sobre a equipe canarinho, as provocações tiveram uma intensidade muito maior.

Os argentinos não iriam perder a oportunidade de ‘zoar’ os tupiniquins, antes do confronto contra a Holanda. Não, eles não deixariam de cutucar os brasucas após o vareio do Mineirão. E a criatividade nos cânticos parecia não ter fim.

Vários torcedores albicelestes se juntavam para fazer uma contagem até sete, em referência à humilhante goleada desta terça-feira, por 7 a 1, aplicada pela Alemanha sobre o Brasil. Depois do “1, 2, 3, 4, 5, 6, 7”, uma explosão de gritos ocorria nos arredores da Arena Corinthians.

Muitos brasileiros não tinham outra opção além de aceitarem as provocações: “7 a 1 não se esquece nunca mais”, cantava em uníssono a legião argentina.

E não parava por aí. Um dos hinchas dizia em voz alta: “um minuto de silêncio”. O tal minuto de silêncio durava apenas um segundo, seguido de um novo caos, com todos pulando e vociferando.

Os argentinos fizeram uso até do humor negro para exaltar a vergonha do vexame. “O brasileiro quer se matar”, entoavam alguns deles.

Muitos torcedores também mandaram um recado: “se formos campeões no Brasil, aí que eles terão de aguentar provocações para sempre”.

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