Fechado com Felipão, Paulinho rechaça seleção sem opções

Volante negou que a seleção brasileira tenha assistido o passeio alemão de forma passiva e impotente

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Paulinho é o único deles que está fora do amistoso em razão de dores
Alexandre Loureiro/Vipcomm
Paulinho é o único deles que está fora do amistoso em razão de dores

Tido como um dos pilares da seleção brasileira antes da Copa do Mundo, o volante Paulinho acabou perdendo espaço. Suas atuações contra Croácia e México foram alvos de críticas. No intervalo da vitória sobre Camarões por 4 a 1, o momento decisivo. O ex-corintiano foi para o banco de reservas e deu lugar a Fernandinho. O status do jogador se manteve assim até pouco antes do duelo com a Alemanha, pela semifinal da Copa.

Muito se questionou sobre sua possível entrada na equipe, que necessitava de uma melhor organização no meio-campo e uma saída de bola qualificada. Mas Paulinho não foi o escolhido de Felipão.

Em pouco menos de 30 minutos, a seleção brasileira foi engolida pelos alemães, que finalizaram a partida com um incrível placar de 7 a 1. Paulinho entrou na segunda etapa do massacre, mas não foi capaz de evitar a chuva de gols no Mineirão. Assim que o jogo acabou, o volante foi questionado sobre a formação tática brasileira e evitou entrar em atrito com a opinião de Luiz Felipe Scolari.

“Acho que isto não justifica nada, independentemente do que o professor Felipão achou que era a melhor na escalação, eu não tenho que falar nada. Ele achou, está decidido, e é ele quem decide mesmo. Entrei na segunda etapa, tentei fazer o que ele me pediu, mas com um placar daquele, era muito difícil reverter ou fazer algo”, afirmou o jogador, que disse ter sido informado sobre sua permanência no banco de reservas na preleção.

“Não sou eu, não é outro (que ia mudar aquela situação). O Felipão tomou a decisão que ele deveria ter tomado. Todos nós que treinamos, achamos que vamos jogar. Fiquei sabendo que não ia jogar na hora da preleção”, disse.

Paulinho ainda negou que a seleção brasileira tenha assistido o passeio de forma passiva e impotente. Os gols , que aconteceram de uma maneira muito rápida, acabaram minguando as esperanças de reverter o placar.

“Da mesma forma que eles se movimentaram, nós tínhamos capacidade de fazer uma movimentação igual. No segundo tempo, mostramos um pouco disto, mas como falei já era tarde demais para reverter o placar”, afirmou Paulinho.

Nitidamente irritado com as perguntas, Paulinho rechaçou uma equipe sem o conhecido “plano B” ou “plano C”. Segundo o volante, todos devem assumir sua parcela de culpa no desastre do Mineirão.

“Não faltou nada disto, na derrota vão aparecer várias coisas para que seja o fator da derrota. Felipão tinha várias opções, vários outros esquemas. A culpa não é do Felipão, não é de um jogador específico, não é do esquema tático, a culpa é de todos nós. Precisamos assumir e pronto”, concluiu.