Líder russo visita Câmara e diz que 'em 2018 o resultado vai melhorar'

Vice-presidente da Duma Estatal da Assembleia Federal da Rússia, equivalente à câmara de deputados, Alexander Zhukov, fez preparativos para a visita de Putin

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O vice-presidente da Duma Estatal da Assembleia Federal da Rússia, equivalente à câmara de deputados, Alexander Zhukov, esteve na Câmara nesta quarta-feira (9) para uma visita de cortesia em preparação à visita oficial do presidente russo Vladmir Putin, na semana que vem.

Ele foi recebido pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e pelo vice-presidente da Câmara e do Congresso, Arlindo Chinaglia (PT-SP) para tratar de acordos bilaterais entre os dois países e a importância do Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

"Foi uma reunião sobre a relação especialmente no âmbito parlamentar. [...] Discutimos o trabalho que tem sido feito para ampliar a relação comercial tendo como meta US$ 10 bilhões. Tem havido um aumento significativo tanto do investimento russo no Brasil quanto do investimento brasileiro na Rússia", afirmou Chinaglia.

De acordo com o deputado, devido às diferenças entre os sistemas políticos dos dois países --no Brasil o presidencialismo e na Rússia o parlamentarismo-- a reunião não teve nenhuma tomada de decisão, o que caberia somente aos chefes de Estado dos dois países.

No mesmo período do ano passado, uma comitiva brasileira esteve no parlamento russo para discutir as relações comerciais e diplomáticas. Putin virá ao Brasil para assistir à partida final da Copa do Mundo, porque a Rússia será o próximo país a sediar o Mundial, em 2018, e para participar da reunião do Brics, que acontecerá em 15 e 16 de julho, em Fortaleza.

FUTEBOL

Após a derrota do Brasil para a Alemanha por 7 a 1 ocorrida no jogo de ontem pela Copa do Mundo, Chinaglia contou que o deputado russo fez uma "discreta" provocação. "A próxima Copa será realizada na Rússia e a final será Brasil e Rússia. E o resultado vai melhorar", disse Zhukov. Chinaglia contou ainda que o parlamentar questionou ainda se o Brasil manterá a parceria com a Alemanha nos questionamentos feitos aos Estados Unidos sobre o episódio de espionagem.

"Ele falou sobre a situação criada pelos Estados Unidos quando andou vigiando e gravando não só cidadãos americanos como também cidadãos do mundo a começar por autoridades como Angela Merkel [chanceler alemã] e a presidente Dilma [Rousseff] . Ao que eu respondi que se nós fôssemos misturar futebol e política, como nós construiríamos o Brics sendo que o Brasil é penta e nenhum deles é campeão mundial?", disse Chinaglia.

As revelações sobre a ampla espionagem americana foram feitas pelo ex-consultor de inteligência da NSA Edward Snowden. Desde que começou a fazer as denúncias, Snowden fugiu dos Estados Unidos e recebeu asilo temporário da Rússia. Questionado sobre a ampliação do asilo do americano, Zhukov se limitou a dizer que não estava sabendo de nada.

O asilo de Snowden acaba Para Chinaglia, que estava no estádio do Mineirão ontem, palco da derrota brasileira, o resultado não influenciará as eleições deste ano. "A CBF é uma entidade privada. A Fifa é uma entidade privada. A escolha do técnico da seleção não é feita nem pela oposição e nem pelo governo. A gente só tem a lamentar", disse.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave