“Hemlock Grove” é para os fortes

Segunda temporada completa do programa estará disponível na sexta-feira

iG Minas Gerais | Isis Mota |

“Bromance”. Landon Liboiron e Bill Skarsgård fazem a dupla mais improvável de melhores amigos
Fotos Netflix/Divulgação
“Bromance”. Landon Liboiron e Bill Skarsgård fazem a dupla mais improvável de melhores amigos

Séries com personagens principais adolescentes são um risco. É fácil escorregar nos estereótipos da vida colegial e nos dramas amorosos. Esses erros “Hemlock Grove” não comete. Neste terror do Netflix, cuja segunda temporada entra no ar inteira nesta sexta-feira, dia 11, as duas estrelas teen são, para se dizer o mínimo, bem adultas. Fumam, bebem, transam, consomem drogas, administram o excesso ou a falta de dinheiro, lidam com famílias problema e até vão à escola.

Peter Rumancek (o canadense Landon Liboiron) e Roman Godfrey (interpretado pelo sueco Bill Skarsgård) não podiam ser mais diferentes: o primeiro é pobre, cigano, nômade, está vivendo temporariamente num trailer velho; o segundo é milionário, bem-educado, mora num palácio e é herdeiro da família que manda na região.

Jamais se aproximariam, até que, suspeitos de assassinato, resolvem investigar por conta própria e se tornam melhores amigos, contra todas as chances. Os dois passaram toda a primeira temporada tentando descobrir quem matou uma menina local e, no processo, se decifram: o cigano se revela lobisomem e o mauricinho aprende que é “upir”, um termo russo para vampiro que anda de dia livremente.

Pois é. “Hemlock Grove” não é para você, caso não seja fã desse universo fantástico que está na moda nas séries de televisão. Mas, se gosta, vá com tudo. Além do sobrenatural, tem o tradicional “quem matou?”, segurando o suspense, tem amores impossíveis, traições, investigação policial… E, acima de tudo, cada um tem seu segredo. Até os policiais.

Transformação radical. Um alerta para quem aprendeu sobre transformações de humano em lobisomem na escola da saga “Crepúsculo”: “Hemlock Grove” é para os fortes. A transição delicada dos bonitões em lobos vista no cinema é, no máximo, uma versão pré-escolar da experiência radical, dolorosa e nojenta que o produtor Eli Roth criou para o Netflix.

Aqui, o animal literalmente emerge do adolescente, quebrando todos os ossos do seu corpo, rasgando sua carne num processo visualmente assustador e hipnótico. Nos 13 episódios da primeira temporada, essa sequência só é mostrada duas vezes.

Todo esse clima foi construído pelo Zoic Studios, que aplicou efeitos de computação gráfica sobre objetos reais, como a cabeça humana falsa da qual a pele é arrancada. “Todo mundo sabia que seria o lobo saindo de dentro da pele do cara, mas nós tentávamos entender como”, disse Mike Kirylo, um dos responsáveis pelo estúdio, à imprensa norte-americana no lançamento da primeira temporada. Ele não esconde que o trabalho todo foi um exercício de tentativa e erro, e que a intenção era fazer tão nojento quanto possível. Conseguiu.

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