O Mundial dos meus sonhos

iG Minas Gerais |

acir galvao
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Depois de quase um mês de Copa em solo brasileiro, palpitando sobre se a punição do jogador que morde foi severa demais, se o técnico que substituiu o goleiro na cobrança de pênaltis fez o certo, se o juiz deveria ter dado aquele gol, se o capitão foi correto em se isolar da sua seleção no momento decisivo..., a gente acaba querendo dar pitaco também em outras esferas.  Então, porque não pensar no Mundial dos seus sonhos? Aí vai o meu: 1. Todas as seleções usarem a camisa justinha (essa medida ganharia de cara a adesão de 100% das mulheres e dos gays, entendedores ou não do esporte bretão). Sim, aquela mesma que já vem com “tanquinho” e que me fez torcer por Gana, Uruguai, Camarões, Chile, Suíça, Costa do Marfim e Argélia. Sem se importar se o que eles estão apresentando em campo é futebol-arte ou pelada. Viva a rapaziada, o gênio é uma grande besteira! 2. Liberar ingressos a preços populares para 80% dos estádios e devolver ao povo o esporte mais popular do planeta. 3. Contratar a Fiel para ensinar à torcida que enche os estádios como se empurra um time, com gritos de guerra e músicas originais e contagiantes, os 90 minutos, mais acréscimos, sem trégua. E fazê-los esquecer de vez aquele insuportável “eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor, oooor”. Assim, eles entenderiam que não é preciso vaiar o hino adversário e que o mais legal é calar a torcida rival cantando mais alto e com mais força. Ah, e a vaia ao próprio time só quando estiver tudo perdido e só assim... Se for o caso.  4. Liberar tambores, tamborins, zabumbas e afins nas arquibancadas, porque a torcida local não atravessaria o samba e ainda iriam dialogar com os batuques africanos. Seria uma festa nos estádios. 5. Contratar as seleções africanas para ministrar workshops das dancinhas comemorativas de gol para as outras seleções do mundo, que nem de longe promovem a mesma alegria e graça no momento máximo de uma partida. 6. Punir com o mesmo rigor – um jogo de suspensão – o jogador que morde e o que chora. Não o choro da derrota, da desclassificação, compreensível por natureza. Nem o da alegria, quando lágrimas se misturam com sorrisos e é bonito de se ver. Mas aquele que pode paralisar, contaminar, que, no popular, é chamado de “amarelar”. 7. Exigir que todas as seleções fossem iguais à alemã. Não no futebol, mas no exemplo de convivência com os nativos. Uma seleção que sabe curtir as coisas boas das cidades-sede e, mais do que mostra em campo, está preocupada em deixar boas lembranças e um legado para os brasileiros, em geral, e para povo da Vila de Santo André, na Bahia, em particular.  8. Incentivar o uso da cabeleireira nos jogadores que têm cabeleira para mostrar. É lindo ver os cachos de David Luiz e os black powers de Marcelo e Dante balançando ao vento – é quase uma bandeira antirracismo. 9. Garantir às seleções italiana e grega, sem necessidade de eliminatórias, vaga em todas as Copas. Elas embelezam o Mundial. 10. Uma praia de primeira linha como elemento compulsório em todas as Copas, da mesma forma que estádios de primeira linha (essa eu roubei do jornalista gringo Simon Kuper, do “Financial Times”, que escreveu o artigo “Por que o Brasil já ganhou”, ressaltando todas as qualidades desse Mundial). 11. Nenhuma seleção pode HUMILHAR a seleção pentacampeã do mundo com cinco gols em 30 minutos de partida, sob pena de nunca mais jogar um Mundial... 

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