A voz da Massa

iG Minas Gerais |

Saudações alvinegras. Daqui a uma semana o Galo enfrentará o Lanús na final da Recopa, no estádio La Fortaleza. Lembro-me da última vez que o nosso time esteve nesse estádio – eu estava lá. Era um jogo contra o próprio Lanús pela final da Conmebol, em 1997. Parecia que ia tudo bem, nós chegamos sem nenhum problema ao estádio, e mesmo com a salpicada de 4 a 1 que íamos dando neles, os argentinos jogavam bola. Mas foi só o juiz apitar o fim do jogo pra começar aquele quebra-pau. Tinha jogador nosso prensado na grade, torcedores e jogadores argentinos nos espancando, e nem os policiais nos pouparam. Ficamos acuados e ninguém veio em nosso socorro, até que, numa brecha, fugimos para o vestiário, e lá eu vi o maxilar do nosso técnico, Leão, quebrado por um soco de um dos dirigentes deles. Espero que isso não se repita. A não ser no placar. 

 

A voz Celeste

Ontem presenciamos o maior vexame da história do futebol brasileiro. Já sabia que não tínhamos o melhor futebol do mundo, mas em uma semifinal de Copa do Mundo, ser humilhado dentro de casa foi a pior coisa que presenciei até hoje. Humilhação, inacreditável, inexplicável! E nós precisamos ver aonde vamos chegar. Vocês são testemunhas de que há muito tempo venho falando que não temos treinadores. E agora, será que os dirigentes vão acordar? Não tem nada a ver o que vou falar ou tem muita coisa. Acabaram com os campos de várzea, e hoje o Brasil não fabrica mais craques como fabricava antigamente. O país não se prepara porque acha que ainda é o melhor. Para mim, a carreira de todos os 11 que entraram em campo ontem está terminada, exceto de Ramires, Paulinho e David Luiz. Acorda, Brasil! Placar de 7 a 1 eu espero não ver nunca mais. 

 

Avacoelhada  

O América precisa de pelo menos dois reforços a fim de compor o time titular na continuação da Série B. Um atacante de velocidade, com capacidade de puxar contra-ataques, fazer lançamentos precisos e marcar gols. Ricardinho caiu de produção e não é bom finalizador. Diney não repetiu as boas atuações que teve na Caldense. Henrique e Willians jogaram com excessiva preocupação defensiva. Também falta um organizador. Tchô e Mancini foram mais finalizadores do que armadores. Poucas vezes construíram jogadas para deixar o companheiro na cara do gol. Juntos poderiam dividir a responsabilidade da criação, mas separados necessitam aumentar o número de assistências. É preciso ainda contratar um zagueiro em condições de disputar a titularidade. Durante a Copa, Renato Santos permaneceu entre os reservas nos treinos, e César Lucena continuou sendo opção.  

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