Klose sai como herói e Fred, como Vilão

Enquanto centroavante alemão se tornou o maior goleador da história das Copas, avante brasileiro esteve apagado e foi vaiado

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Além de tudo, Klose marcou o seu e se tornou o maior artilheiro da história das Copas
LÉO FONTES/O TEMPO
Além de tudo, Klose marcou o seu e se tornou o maior artilheiro da história das Copas

Aos 12 min do segundo tempo, ele deixou o campo sob aplausos. Foi o reconhecimento, no país do futebol, de um feito histórico em Copas do Mundo. Quando a seleção alemã conquistou o terceiro lugar no Mundial da África do Sul, em 2010, parecia pouco provável que Klose voltaria a envergar a camisa da Nationalelf. Que bom que ele voltou.

O prêmio por sua dedicação e persistência aconteceu após um lance mirrado no primeiro tempo. Julio Cesar protagonizou um verdadeiro milagre. Depois, a bola voltou em seus pés. Centroavante que é centroavante está sempre no lugar certo, na hora certa. Klose provou isto. Mandou a bola para o fundo das redes e se tornou, de forma isolada, o maior artilheiro da Copa do Mundo com 16 gols marcados, marca que ainda pode ser aumentada na final de domingo.

Quanta ironia do destino! Justamente no Mineirão, palco em que Ronaldo, seu grande rival na luta pelo posto, despontou para o futebol mundial, o camisa 11 alemão fez a festa em todos os sentidos. Além da marca expressiva, o atacante impôs,  junto com seus companheiros alemães, o maior vexame da seleção brasileira em Copas. Um 7 a 1 histórico, com ares de melancolia e apatia. Enquanto os alemães deram uma aula de futebol, os brasileiros, reconhecidos no mundo inteiro como os grandes mestres da arte da bola, assistiam atônitos ao vareio. O Mineirão transformou-se em “Mineiraço”.

O contraponto. Klose deixou o Mineirão como o maior artilheiro da história das Copas. Fred deixou o Gigante da Pampulha como o grande vilão. Na tragédia de Belo Horizonte, o jogador não foi poupado pela torcida. O acúmulo de erros, que vieram lá de longe, no início da preparação brasileira, explodiu em fúria pelas arquibancadas. Pouco efetivo, o jogador foi, de longe, o pior em campo.

Chute errados, passes errados e, quando teve as oportunidades, não foi feliz nas conclusões. Sem sombra de dúvidas, a camisa 9 de tanto peso na seleção brasileira não lhe caiu bem. Para completar, a via-crúcis. No segundo tempo, o jogador foi substituído por Felipão. Assim que deixou o campo, vaias ensurdecedoras tomaram conta do Mineirão, logo no estádio em que Fred brilhou com a camisa do Cruzeiro.

A todo o momento, as câmeras pareciam procurar a face do centroavante do Fluminense. E olhar não escondia a decepção. Uma dor e um peso que Fred carregará por toda a vida. Até porque, uma outra oportunidade de defender a seleção brasileira em uma Copa no Brasil irá demorar a aparecer. 

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