Clima de tristeza até pra quem é V.I.P

De empolgação e torcida alucinada ao clima de velório, na área VIP da Fan Fest o melhor era aproveitar as regalias

iG Minas Gerais | Lorena K. Martins |

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A visão até dói de tantos abadás na cor vermelha, uniforme obrigatório para quem vem curtir um dos camarotes da Fun Fest, no Expominas. Em um deles, o organizado pela Brahma, o tratamento não podia ser outro a não ser definitivamente V.I.P.: Retoque de maquiagem para as mulheres, customização do abadá para as saradas exibirem o tanquinho com piercings no umbigo, e recorte nas mangas apropriado para exibir os músculos dos fortões da academia.

A enfermeira Raquel Andrade Souza, de 29 anos, chegou cedo para retocar a maquiagem em sua terceira visita consecutiva ao camarote. Mas todo esforço parece não ter válido tanto à pena. Antes do segundo tempo, lamentações, socos na bancada do open bar (que incluía vodca, espumante, cerveja, refrigerante, suco e água) já comandavam o clima do camarote após acompanhar em um de seus vários telões o decepcionante resultado de cinco gols pela Alemanha.

Na área destinada ao open food, alguns discursos alteravam o clima de alegria, mas tudo  dentro da normalidade de quem gastou R$ 220 (masculino) e R$ 170 (feminino) em troca do resultado que deixou a seleção canarinho fora da competição. "O Brasil ia perder com ou sem Neymar", gritou uma jovem. Para o empresário Heitor Duarte, 26, a solução para não sofrer com o resultado da disputa foi se servir com macarrão e reclamar. "Infelizmente já esperava esse resultado porque o Brasil é um time inferior se comparando com a Alemanha, mas não queria que fosse assim. Vou aproveitar o resto da festa até o final, às 22h, já que estou aqui", confirmou.

Só para convidados Já o camarote da Coca-Cola, os 150 convidados da própria empresa - não há a opção de comprar o convite - lotou o lugar. De acordo com a assessoria do camarote, no terceiro gol da Alemanha as pessoas já começaram a sair do local. No final da partida, dava para contar tranquilamente os 70 restantes. "Mineiro ficou reconhecido como pé frio! O Brasil teve que perder logo aqui em BH. Mas agora não adiante chorar. É sair de cabeça erguida e acabou", contou a corretora de imóveis Cidia Santos, 50 anos.

Se o clima de tristeza também entrava na área V.I.P, restou para o pequeno Lucas Rocha, de 10 anos, espantá-la da maneira mais conveniente. "Se você não pode ir contra o inimigo, junte-se à ele", contou enquanto exibia a tatuagem de mentira com as cores da bandeira alemã. 

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