Pra eles, melhor que jogo da seleção é viajar

Mesmo com jogo do Brasil, pela semifinal da Copa do Mundo, muitos marcaram viagem para o mesmo horário da partida

iG Minas Gerais | Vinicius Lacerda |

ESPORTES - BH - MG
To nem ai. Pessoas que resolveram viajar na hora do jogo entre Brasil x Alemanha, semi final da Coapa do mundo de 2014. 
Na foto: Vinicius Carlos de Oliveira, 23 anos, produtor de eventos. Nao gosta de futebol, embarcava para viajar as 18 horas e resolveu chegar mais cedo. Lia tranquilamente durante o primeiro tempo do jogo. 

Foto: PEDRO GONTIJO / O TEMPO / 08.07.2014
PEDRO GONTIJO / O TEMPO
ESPORTES - BH - MG To nem ai. Pessoas que resolveram viajar na hora do jogo entre Brasil x Alemanha, semi final da Coapa do mundo de 2014. Na foto: Vinicius Carlos de Oliveira, 23 anos, produtor de eventos. Nao gosta de futebol, embarcava para viajar as 18 horas e resolveu chegar mais cedo. Lia tranquilamente durante o primeiro tempo do jogo. Foto: PEDRO GONTIJO / O TEMPO / 08.07.2014

Às 17h de hoje quase toda a população do Brasil estava em frente ao televisor para assistir ao jogo entre as seleções brasileiras e alemã, pelas quartas de final da Copa do Mundo. Mas “quase” implica que havia pessoas que optaram por outras atividades. Algumas delas, inclusive, não se importaram de viajar no horário do jogo. Na rodoviária de Belo Horizonte, cidade que sediou o jogo, não foi difícil encontrá-las.

Na plataforma de embarque, o mecânico Gilberto de Sousa Lopes, de 40 anos, estava sentado sobre uma estrutura metálica à espera de seu ônibus. Ele usava fones no ouvido quando a equipe de O Tempo se aproximou. “Não estou ouvindo nada em relação ao jogo”, brinca. “Para mim o jogo de hoje não tem importância. Eu até já gostei muito de futebol, mas isso foi antes de eu entrar para igreja”, explica. Segundo Lopes, depois que começou a frequentar a igreja Assembleia de Deus, há setes anos, antigos hábitos perderam a força. Alguns, como o futebol, ainda não completamente. “Talvez eu tente sintonizar o rádio durante a viagem, mas duvido que vá pegar”, diz o mecânico, que estava de partida para Conceição do Mato Dentro. Quem embarcou no ônibus para o mesmo destino foi o eletricista Alessandro Júlio Gaia Louzada, de 23 anos. Natural do Estado do Pará, Alessandro trabalha na cidade e vestia uma blusa amarela com o escrito “Brasil”, um indicio de que não estava tão feliz no momento. “Ontem eu perdi o ônibus e tenho que trabalhar amanhã, e esse era o único horário. Mas queria estar assistindo ao jogo com meu amigos”, comenta ao afirmar que a Prefeitura da cidade onde trabalha tem montado um telão em praça pública.  Ao contrário de Louzada, o produtor de eventos Vinicios Carlos de Oliveira, estava tranquilamente lendo o livro “O Caminho do Guerreiro Pacífico”, de Dan Millan, nos primeiros minutos da partida. “Não gosto de futebol e muito menos de acharem que o esporte agrada a todos brasileiros”, esbraveja o jovem, que estava a caminho de Juiz de Fora para visitar os pais. O motorista do ônibus, José Osvaldo da Silva, de 56 anos, trabalha há 23 dirigindo pelas cidades do interior de Minas Gerais e nunca havia passado um jogo da seleção brasileira na estrada. Na impossibilidade de um televisor,  ele apostou na vitória. “O importante é o resultado e acho que o Brasil vai ganhar. Assim que chegar lá, vou ficar sabendo”, diz. Infelizmente, Sr. José, que esbanjava um sorriso ao falar da seleção, não terá uma boa notícia no final de sua viagem.

 

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