Maior vexame da história tem Mineirão como palco

Em plena semifinal da Copa do Mundo, seleção brasileira toma a maior goleada de sua história e se torna protagonista de vergonha mundial

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

Alemanha atropela Brasil e marca cinco gols apenas no primeiro tempo
LEO FONTES / O TEMPO
Alemanha atropela Brasil e marca cinco gols apenas no primeiro tempo

Maracanazzo de 1950? Esqueça. Humilhazzo!! Pobre Mineirão, agora, palco do maior vexame da história do futebol mundial. Não tem mágica, não tem torcida, não tem Copa no seu terreiro que faça um time sem alma, sem conjunto, sem qualidade técnica conquistar alguma coisa.

A Alemanha – uma equipe inteligentemente estruturada por Joachim Löw já há duas Copa – deu aula, colocou o Brasil na roda, tirou onda, ganhou olé. À seleção que trabalha, toda glória. À seleção que só vive de bater no peito e de gritar o Hino Nacional, toda a perdição.

Os alemães fizeram um, dois, três, quatro, cinco gols em meia hora. Sem dó. Acabou tudo em 7 a 1 em plena semifinal de Copa. O que foi aquilo?! Nunca o pentacampeão do mundo tinha levado tantos gols em 90 minutos, simplesmente, a pior derrota da seleção em 103 jogos de Mundiais.

Onde estava aquele discurso de “jogar por Neymar”, cortado da Copa por lesão? Bernard, garoto da casa, escolhido para substituir a estrela, não resolveria nada por si só. Onde estava o atacante Fred em toda a competição? Ganhar uma Copa das Confederações serve de base? A culpa é de Felipão? No desastroso sonho do hexa, vão faltar perguntas sem respostas e vão sobrar candidatos ao rótulo de Barbosa de 2014.

O ambiente era espetacular, nunca antes visto em 49 anos de Mineirão. Os gritos ensaiados apareceram com toda a alma na Pampulha. Mesmo com 90% do estádio pintado de amarelo, os alemães eram frios e centrados. A farra começou com Müller logo aos 11 min.

O Brasil tinha posse de bola, mas não sabia o que fazer com ela. Os jogadores pareciam principiantes, assustados, não completavam uma jogada. Klose fez o segundo aos 23, Kroos marcava o terceiro no minuto seguinte e o quarto aos 26 min. Im-pres-si-o-nan-te! Que moleza! Quer mais? Khedira aos 29. Sim, quatro gols em sete minutos, tudo ainda no primeiro tempo.

E olha que a Alemanha tirou o pé. Parecia ter pena do Brasil, completamente entregue. O jogo já poderia ter acabado por ali. O primeiro tempo acabou sem nenhum chute a gol brasileiro.

No segundo tempo, pelo menos, com Paulinho e Ramires em campo, o Brasil mudou a postura e deixou de ser apático. Nos primeiros minutos, a blitz parou nas mãos de Neuer. E foi só. Piedosos, os alemães só fizeram mais dois. Müller fez mais um para se tornar o artilheiro da Copa e Schurrle, o último deles, para acabar com a agonia. Oscar fez o de honra do Brasil. Ah, ainda tem a disputa do terceiro lugar. Para que?