Argentinos ficam atônitos com massacre no Mineirão

Torcedores albicelestes esperavam por uma final entre Brasil e Argentina, mas ficaram impressionados com o que viram

iG Minas Gerais | THIAGO PRATA |

Hinchas argentinos acamparam no sambódromo do Anhembi e espera fazer muita festa em São Paulo nesta quarta
ALEX DE JESUS/O TEMPO
Hinchas argentinos acamparam no sambódromo do Anhembi e espera fazer muita festa em São Paulo nesta quarta

São Paulo (SP). O verde e o amarelo da cidade de São Paulo deu lugar a tons de preto, vermelho e branco do uniforme da seleção alemã. A festa dos brasileiros foi apenas antes da partida. Em cada bar ou restaurante – todos infestados de torcedores confiantes –, o sonho do hexa se transformou em pesadelo. A alegria virou tristeza. Ao fim da goleada histórica, os germânicos iniciaram uma grande comemoração, que contou com a colaboração dos argentinos. O mais estranho de tudo é que em meio a vários albicelestes contentes, alguns hermanos ainda se mostravam atônitos.

Muitos argentinos pareciam não acreditar com o massacre ocorrido no Mineirão. Ainda mais aqueles que estavam apoiando o Brasil. Mas seria possível um argentino torcer para os brasucas? Aquilo que poderia ser uma ilusão ou uma miragem era real. Houve alguns hermanos a favor do time de Felipão. O motivo era simples: eles queriam uma final de Copa do Mundo entre os dois maiores rivais da América do Sul.

“Gostaria que o Brasil passasse para que a Argentina o enfrentasse na final. Mas a Alemanha é mais poderosa”, comentou Gonzalo Godoi, 25.

Assim como Gonzalo, o amigo Brian Nuñes, 18, também ansiava por uma épica decisão envolvendo Brasil e Argentina. “Seria uma grande final e um jogo muito difícil para ambos”, opinou.

Gonzalo e Brian deixaram Buenos Aires com um grupo de amigos, cheios de esperança em assistir nesta quarta-feira o confronto entre o time albiceleste e a Holanda, que se enfrentam na outra semifinal do Mundial.

Eles se juntaram a centenas de argentinos que estão acampados no sambódromo do Anhembi. A maioria não tem ingresso para comparecer ao jogo na Arena Corinthians. No entanto, o que vale para eles é a festa. Festa que acabou para o Brasil, mas que perdura para os hermanos.

“Sou de Tierra del Fuego. Fomos de avião até Buenos Aires. De lá, pegamos um coletivo até São Paulo. Foram três dias de viagem, no total. Estamos aqui por causa da festa”, afirmou Denis Espinosa, 18.

Já Nicolas Bustos, 26, aproveitou a deixa para provocar os brasileiros. “Não torço para o Brasil, tampouco para a Alemanha. Estamos aqui para festejar. E Maradona é melhor do que o Pelé. Isso é claro”, disse.

Muitos argentinos foram para a ‘fan fest’ ou bares a fim de ver a partida. E nesta quarta-feira, eles prometem encher a Arena Corinthians contra a Holanda, como fizeram diante da Suíça, pelas oitavas de final. O sonho dos hermanos continua. Aos brasileiros, só lhes resta secar.

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