Torcedores da Alemanha idolatram ídolos em hotel na capital

Cerca de cem fãs se concentram no local onde está hospedada a delegação alemã na busca por uma recordação

iG Minas Gerais | Antônio Anderson |

Os primos Murilo Antônio, 6, e João Vitor, 9, dificilmente vão esquecer a passagem da seleção alemã por Belo Horizonte. Daqui alguns anos, quando eles forem contar para os filhos sobre a Copa do Mundo no Brasil, eles poderão mostrar, orgulhosos, seus álbuns de figurinhas assinados pelo goleiro Manuel Neuer, o zagueiro Mertesacker e o atacante Lukas Podolski. "Nós estávamos hospedados no mesmo hotel. Pegamos esses autógrafos quando os jogadores desciam do elevador para ir até o ônibus", afirmou Antônio Carlos, 44, pai de Murilo.

"Eles foram muito legais com a gente", destacou Murilo, que era um dos mais de cem torcedores que se aglomeraram na porta do hotel para tentar ver os alemães de perto. A concentração dos torcedores e curiosos começou cedo. Por volta de 8h já existiam torcedores na porta do hotel. E não faltaram figuras diferentes, como o aposentado Gonçalo Gonzaga Lopes, 66, que chamava a atenção por sua semelhança com o técnico da seleção brasileira, Felipão.

"Meus amigos ficam impressionando como nos parecemos. Ganhei esse apelido em 2002, quando o Felipão veio do Palmeiras para treinar o Cruzeiro", afirmou Gonçalo, que era um dos que alimentavam a esperança de ver os jogadores de perto e de tentar ganhar uma camisa. "Saí de casa para comprar a carne para o churrasco que vamos fazer assistindo ao jogo do Brasil, mas não resisti de dar uma passada por aqui", destacou o sósia de Felipão.

Morando em Belo Horizonte há 30 anos, Gonçalo disse que chegou a ganhar de um sobrinho o ingresso para acompanhar o jogo no Mineirão, mas que preferiu ver em casa, ao lado da família, a partida. "Estou achando que vai ser um jogo difícil. Mas vamos vencer por 1 a 0 com um gol do Fred", acreditava o aposentado antes do jogo. Quem também veio ao hotel tentando a sorte de conseguir um autógrafo foi a estudante Ana Teresa Dutra Raposo, 13, que estava acompanhada do pai, Trajano Raposo, 51.

Bisneta de alemães, Ana Teresa trazia um caderninho que pertence ao seu pai e que tem a assinatura de todos os jogadores do Bayern, clube que em 1976 veio ao Mineirão enfrentar o Cruzeiro em jogo da final do Mundial de Clubes. "A emoção é muito grande. Eu gostaria que o Brasil vencesse, mas acho que a Alemanha tem um time mais forte. Se fosse para arriscar um placar, acho que 2 a 1 para a Alemanha", declarou.

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