Brasileiro vira faraó para reforçar Copa como união dos povos

Wallace Leite vive há 30 anos nos EUA; a cada jogo de Copa, ele se veste com uma fantasia diferente para celebrar vários nações reunidas

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Wallace tem no faraó apenas um dos seus vários personagens
DANIEL OTTONI - WEBREPORTER
Wallace tem no faraó apenas um dos seus vários personagens

O goiano Wallace Leite e a esposa Suzy Barros, de Recife, moram em San Francisco, na Califórnia, há mais de 30 anos e usam a Copa do Mundo para matar a saudade do país que nunca saiu de seu coração.

O casal está no Mineirão para acompanhar a semifinal entre Brasil e Alemanha e cada um se vestiu de uma forma para simbolizar a união dos povos. Enquanto Wallace veio de faraó, Suzy está de índia. “Na verde, eu faço isso há muito tempo. Esta é minha oitava Copa do Mundo e, em cada jogo que compareço, eu me visto com um personagem diferente. Um dos que mais gosto é a nêga maluca, simbolizando a cultura afro”, comenta.  O ‘faraó’ personificado por Wallace, como não podia deixar de ser, aparece nas cores verde e amarela e serve para homenagear um povo distante, mas que também merece ser lembrado em um momento tão importante. “A Copa do Mundo serve para unir povos diferentes. É um convite que faço para que todos estejam juntos”, diz. Wallace leva consigo um tambor com o adesivo do nome de um vídeo que fez em homenagem ao seu país. ‘Sem essa Copa eu não fico’ é o nome da produção, que é lembrada com orgulho pelo goiano. Em todas as outras Copas em que foi, Wallace não teve nenhum problema para entrar com o tambor no estádio. “Somente dentro de casa essa restrição apareceu. Isso me incomodou. Mas já conversei com o dono de um bar aqui perto e, se proibirem a entrada do tambor, eu já sei onde vou guarda-lo”, relata.