Cadeirantes relatam diferença de estrutura e tratamento na Copa

Pessoas com dificuldade de locomoção elogiam acessibilidade e outros aspectos presentes nesta Copa do Mundo

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Edinei e o filho Lucas ficaram descontentes somente com o que viram em Fortaleza
DANIEL OTTONI - WEBREPORTER
Edinei e o filho Lucas ficaram descontentes somente com o que viram em Fortaleza

Quando se diz que em uma Copa do Mundo, (quase) tudo funciona, não se trata de uma mera formalidade.  Um dos que sentem isso, na pele, são os cadeirantes, que tanto sofrem nos estádios brasileiros quando a FIFA está a quilômetros de distância.

“O que vi aqui foram pessoas cordiais e bem dispostas, além de uma estrutura bem pensada para a gente, que tem a limitação de alguns movimentos. Tenho muito pouco a reclamar”, comenta o chinês Tom So, que está no Mineirão para ver o jogo da semifinal entre Brasil e Alemanha. 

Uma de suas poucas observações foi em relação a algumas calçadas. “De um lado, o nível era perfeito para os cadeirantes. Mas, logo do outro lado, a mesma coisa não acontecia. Uma pena”, lamenta.  Esta é a sétima Copa do Mundo em que Tom está presente, fazendo dele um expert quando o assunto é analisar a estrutura dada para cadeirantes e outras pessoas com dificuldade de locomoção. Quem também elogiou bastante o que viu foi o jovem palmeirense Lucas Pincinato, de 20 anos. Ao lado do pai, Edinei, eles saíram de Jundiaí-SP para ver o jogo entre Brasil e Alemanha. “Estivemos em Porto Alegre, Fortaleza, São Paulo e agora aqui. O que vimos nos estádios foi algo impressionante. Minha única reclamação vai para a estrutura de transporte público de Fortaleza, nada além disso. Infelizmente, o que vimos na capital cearense foi algo lastimável”, relata Edinei, lembrando que os ônibus tinham apenas um lugar para deficientes, quando vários deles precisavam do transporte ao mesmo tempo. Acostumado a ir em jogos do seu time do coraçã, Lucas logo notou a diferença para os estádios que foram construídos para a Copa. "O Pacaembu, por exemplo, é um estádio mais antigo. Mas os que são novos possuem uma estrutura diferente, mais moderna. Não tem como não gostar", completa o jovem.