Homem se passa por tenente e dá golpe de quase R$ 50 mil em recargas

Alvo do falso militar foi uma farmácia no centro da cidade; foram colocadas recargas nos valores de R$ 100, R$ 150, R$ 300 e R$ 500 para cerca de 50 números de celular

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Atendentes de uma farmácia, no centro de Barbacena, na região do Campo das Vertentes, caíram em um golpe e perderam cerca de R$ 50 mil em recargas de celular, nessa segunda-feira (7). Um homem teria se passado por tenente da Polícia Militar e enganado aos funcionários.

Um taxista contou à Polícia Militar (PM) que recebeu uma ligação, no ponto onde atende, de um homem que se identificou como tenente Rodrigo de Souza. O falso militar, que tinha o sotaque paulista, segundo a vítima, teria dito que estava no batalhão e que precisava de um favor. Pediu ao taxista para ir a farmácia mais perto e comprar para ele um “Buscopan”.

O suspeito pediu ainda ao taxista que passasse o número de seu celular. A vítima fez como foi solicitado e recebeu uma ligação quando estava dentro da farmácia. Novamente era o falso militar que ainda solicitou que ele fizesse uma recarga de R$ 50 para ele. O taxista fez o que foi pedido e pagou, no total, R$ 60.

Em seguida, o falso tenente pediu para que o taxista colocasse mais R$ 35 de recarga para ele, mas a vítima negou dizendo que não tinha mais dinheiro. O suspeito, então, pediu para falar com um funcionário da farmácia. Para a atendente, o suspeito contou a mesma história de ser policial e pediu que ela fizesse as recargas para os GPS das viaturas. A mulher questionou a subgerente do local, que autorizou a operação.

Foram feitas recargas nos valores de R$ 100, R$ 150, R$ 300 e R$ 500 para cerca de 50 números de celular. Alguns telefones receberam mais de uma recarga.

A atendente foi embora e a subgerente continuou a atender ao cliente. O atendimento durou cerca de duas horas, até que as vítimas começaram a desconfiar. Foi ai que o taxista foi até a uma companhia da polícia e confirmou que se tratava de um golpe.

O prejuízo total foi de R$ 48.800 em recargas. Os números que receberam os créditos são de DDDs 65, 64 e 34.

Por meio de nota a PM explicou que diante de qualquer dúvida, suspeita de golpe, as pessoas devem acionar os militares pelo 190. "Não existe qualquer autorização para qualquer policial militar efetuar compras em  nome da Polícia Militar via telefone. Ou seja, trata-se de um golpe onde o infrator se identifica como militar ou policial a fim de ludibriar pessoas e comerciantes com o fim de auferir vantagem através de diversos modos de ação, entre elas a solicitação de recargas telefônicas. Tais golpes partem geralmente de prefixos (DDD) oriundos de outros Estados, diversos de nossa região", explica o texto.  

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