Messi encara a Holanda, país onde brilhou em Mundial sub-20

Há nove anos, craque argentino saía do banco para se tornar protagonista e marcar seis gols no campeonato

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Argentina's Lionel Messi kicks the ball during an international friendly soccer match with Slovenia in La Plata, Argentina, Saturday, June 7, 2014. Argentina's team is leaving June 9 for Brazil to compete in the World Cup. (AP Photo/Eduardo Di Baia)
Associated Press
Argentina's Lionel Messi kicks the ball during an international friendly soccer match with Slovenia in La Plata, Argentina, Saturday, June 7, 2014. Argentina's team is leaving June 9 for Brazil to compete in the World Cup. (AP Photo/Eduardo Di Baia)

O futebol argentino deve muito à Holanda, rival da semifinal desta quarta-feira (9), em São Paulo. Não apenas por causa da decisão de 1978, ano em que o país sul-americano conquistou a Copa do Mundo pela primeira vez. Foi onde Lionel Messi nasceu com a camisa da seleção.

Pablo Vitti, 28, é um dos que mais lembram da campanha do Mundial sub-20 de 2005. Quando a Argentina estreou no torneio, ele era titular no ataque. Messi era seu reserva.

"Leo era o melhor de todos. Não havia a menor dúvida disso. Era questão de tempo para se tornar titular", declara hoje em dia Vitti, atacante que não engrenou na carreira e que teve passagens por Ucrânia, Canadá, Peru, México e Equador. Atualmente, está no Tigre (ARG).

Quando o Mundial acabou, o então príncipe Willem-Alexander entregou a Lionel os prêmios de melhor jogador e artilheiro da competição vencida pela Argentina. Menos de um ano antes, a AFA (Associação de Futebol Argentino) havia organizado um amistoso às pressas para que o garoto vestisse a camisa da seleção e não pudesse ceder às tentações de atuar pela Espanha.

Hoje em dia rei, Willem-Alexander é casado com a rainha Máxima Zorreguieta, argentina de nascimento. O casal acompanhou jogos da Holanda no Mundial no Brasil, mas não estará no Itaquerão nesta quarta.

Messi não é o único campeão mundial sub-20 de 2005 que está na Copa de 2014. Fernando Gago, Lucas Biglia, Ezequiel Garay, Sergio Agüero e Pablo Zabaleta faziam parte do elenco. "Messi virou titular por causa de Zabaleta. Como capitão, ele viu que Leo não poderia ficar mais no banco", relembra Vitti.

Liderados pelo lateral direito (na época volante), alguns integrantes do elenco foram conversar com o técnico Francisco Ferraro. Messi tinha de jogar. Ainda mais depois da derrota na estreia contra os Estados Unidos.

Foi este título que consolidou a fama do camisa 10 (na época, 14), como um fenômeno das categorias de base. A Argentina poderia ter decidido o título contra a Holanda, mas os anfitriões caíram nas quartas de final, contra a Nigéria, na disputa de pênaltis.

"Até a preparação para o torneio, a gente não sabia direito quem era aquele garoto. Ele já era famoso, o nome era comentado. Mas ao vivo, era muito mais do que se falava", assegura Gustavo Oberman, parceiro de Lionel naquele ataque.

Hoje em dia no Olimpo (ARG), Oberman tem um filho que é fanático por Messi. "Um dia disse que já havia jogado com Leo. Ele não acreditou e coloquei um DVD de um jogo daquele Mundial. Ele saiu gritando pela casa: 'mamãe, papai jogou com Messi!'", afirma Oberman, em depoimento ao jornalista espanhol Guillem Garangue, autor da biografia autorizada de Messi.

Lionel fez seis gols em seis partidas que foi titular. Um deles contra o Brasil, eliminado pela Argentina na semifinal. Os holandeses viram, em primeira mão, nascer a lenda. A mesma que pode voltar nesta quarta para atormentá-los em outro Mundial.