Grupo se reúne na Antônio Carlos em apoio a campanha de jovem sumido

Adolescente de 15 anos teria desaparecido após abordagem policial na Pedreira Prado Lopes no ano passado; cerca de 30 pessoas já estão na avenida

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Pela página do evento no Facebook, 374 pessoas confirmaram presença no ato
Reprodução Facebook
Pela página do evento no Facebook, 374 pessoas confirmaram presença no ato

Cerca de 30 pessoas estão concentradas em frente da Delegacia de Desaparecidos, na avenida Antônio Carlos, na altura do bairro São Cristóvão, na região Noroeste de Belo Horizonte, em um ato político em apoio a campanha “Cadê o Mateus?”, jovem que desapareceu no ano passado após ser abordado policiais militares em uma blitz.

Pela página do evento no Facebook, 374 pessoas confirmaram presença no ato. O grupo deve caminhar até a rua onde o menino foi visto pela última vez, na Pedreira Prado Lopes. Mateus deve ter agora 17 anos.

“Mateus, apelidado de “Ronaldão” por ser bom de bola, na época com 15 anos, comprou na noite do dia 16/09/13 uma moto de um usuário de drogas com 100 reais que tinha ganho de mesada do pai. No dia seguinte passeou com sua moto pelo aglomerado com outros dois amigos da mesma idade, cada um dava uma volta por ali, como um brinquedo novo. No fim da tarde deixou a moto na Rua Popular, na PPL, na frente de um lote vago por volta das 20:00, a rua estava bem escura. Cerca de trinta minutos depois, voltou com os amigos pra ver a moto, quando avistou um carro da Policia Militar. Com receio de terem sido vistos, correram para a casa da Avó, ali perto. Por volta das 21:30 resolveu voltar pra ver se tinham rebocado sua moto. Seus amigos disseram pra não voltar, que poderia ter sido reconhecido pelos policiais, que eles poderiam ainda estar ali. Pediram que ao menos trocasse de camisa, mas não atendeu, voltou sozinho, nunca mais foi visto”, explica o texto publicado na rede social.

“Esse caso é parecido com o caso Amarildo, no Rio de Janeiro. Acreditamos que com a pressão popular e da imprensa a investigação do caso seja retomada. Houve um processo instaurado, mas foi arquivado”, contou a integrante do Comitê dos Atingidos pela Copa, Amanda Medeiros.

A manifestação é pacífica, até o momento.

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