EUA proíbem eletrônico sem bateria de entrar em avião

Decisão é tomada após alerta de bomba da semana passada

iG Minas Gerais |

Nova regra. Se o equipamento do passageiro não funcionar,  não terá a entrada permitida no avião
Frank Rumpenhorst
Nova regra. Se o equipamento do passageiro não funcionar, não terá a entrada permitida no avião

WASHINGTON, EUA. Passageiros com destino aos Estados Unidos terão que deixar celular, computador, tablet ou outro dispositivo eletrônico para trás ou serem impedidos de embarcar caso o aparelho esteja descarregado. De acordo com as novas diretrizes anunciadas pelo Departamento de Transporte norte-americano, não será permitido o embarque de qualquer equipamento eletrônico com a bateria descarregada. O objetivo da medida é que os equipamentos possam ser testados, e assim se comprove que não seriam um dispositivo explosivo.

A nova regra faz parte de uma atualização para as medidas de segurança destinadas a combater potenciais ameaças de terroristas no Oriente Médio e na Europa, depois que a inteligência norte-americana recebeu o alerta de uma ameaça de terroristas com base na Síria e Iêmen. O perigo envolve os temores de que dois grupos militantes estão desenvolvendo uma “nova geração” de bombas não metálicas que não seriam detectadas nos aeroportos.

Só voos do exterior. Segundo o secretário norte-americano de Segurança Interna, Jeh Johnson, a nova medida tentará reduzir os riscos em aeroportos no exterior que têm voos diretos para os Estados Unidos. Por enquanto, elas não serão implantadas nos terminais domésticos norte-americanos, e ainda não se sabe que outras regras poderiam ser estabelecidas para governos estrangeiros, companhias aéreas e empresas de segurança privada.

“Nosso trabalho é tentar antecipar o próximo ataque, e não simplesmente reagir ao último. Continuamente avaliamos a situação do mundo, e sabemos que ainda há uma ameaça terrorista aos Estados Unidos. A segurança da aviação faz parte disso”, afirmou Johnson.

Um funcionário de segurança interna disse na semana passada que as mudanças se concentram principalmente em aeroportos da Europa e do Oriente Médio. Os passageiros poderão ter inspeções adicionais a calçados e eletrônicos e passar mais vezes pelos detectores de vestígios de explosivos. Além disso, em alguns casos, haverá mais uma etapa na triagem em portões de embarque.

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