Montadoras apostam em semestre melhor para o setor no país

Mesmo assim, estimativa é de 5,4% de queda nas vendas

iG Minas Gerais |

Retração. Em junho, houve queda de 23,3% na produção de veículos no país comparando-se a maio
Fiat/Divulgação
Retração. Em junho, houve queda de 23,3% na produção de veículos no país comparando-se a maio
SÃO PAULO. Otimismo para o segundo semestre. É a expectativa das montadoras de veículos no país para o período, depois de um primeiro semestre sofrido. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, afirmou ontem que o segundo semestre será melhor do que os seis primeiros meses do ano e justificou a expectativa por conta da manutenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), da sazonalidade histórica e do maior número de dias úteis.    “A manutenção do IPI foi fundamental para que tenhamos um semestre melhor. O retorno do IPI impactaria 11,5% nas vendas no período. Caso o imposto retornasse à sua alíquota anterior, a queda nas vendas totais em 2014 ficaria em torno de 10%”, explicou o presidente da Anfavea.  Com a manutenção das alíquotas de IPI, a estimativa é que as vendas fechem 2014 com queda de 5,4% frente ao ano passado. “Para chegarmos a esse dado temos que crescer 14,3% no semestre”, disse Moan. No início do ano, a expectativa da Anfavea era que em 2014 as vendas cresceriam 1,1%. A projeção revista foi anunciada ontem.  Ajuda. No último dia 30, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a manutenção da alíquota reduzida do IPI. Com isso, para carros com motor 1.0, o imposto continuou em 3%. Já para veículos como motor flex até 2.0, a alíquota foi mantida em 9%. As alíquotas deveriam voltar ao normal no dia 1º de julho, mas foram prorrogadas até dezembro. Enquanto os seis primeiros meses do ano tiveram 119 dias úteis, o segundo semestre terá 127 dias úteis. “Isso significa oito dias a mais ou 7% de dias médios”, afirmou Moan. Argentina. O acordo automotivo do Brasil com a Argentina, que entrou em vigor no dia 1º de julho, “é muito bom, pois prevê a integração produtiva”, ainda acrescentou o dirigente da Anfavea, dizendo que o país deve fornecer bastante autopeças para o vizinho. O acerto vai até junho de 2015 e a previsão é que, no período, ainda haja negociações. O acordo reativa o sistema flex, que prevê que o Brasil poderá vender com isenção de impostos, no máximo US$ 1,5, para cada US$ 1 importado do país vizinho.

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