Vilã fica paraplégica, após ser atropelada

Diretora de casa de repouso que maltrata velhinhos terá fim trágico

iG Minas Gerais |


Betty Gofman vive a personagem Miss Lauren que terá triste fim
João Cotta
Betty Gofman vive a personagem Miss Lauren que terá triste fim

SÃO PAULO. “Em Família” (Globo) está chegando ao fim, e o desfecho da amargurada Miss Lauren (Betty Gofman) será uma lição de vida para a personagem. Sempre severa com os idosos da casa de repouso que dirige, a megera será atropelada e perderá os movimentos da perna. Resta saber se, com a nova condição de vida, a personagem se arrependerá de suas crueldades ou ficará ainda mais ranzinza. 

“Acho que Maneco quis vingar essa malvadeza toda de Miss Lauren. Ela nem chegará a envelhecer para sentir na pele o quanto é difícil ter de depender dos outros”, diz Betty Gofman, referindo-se ao autor Manoel Carlos.

A personagem será atropelada quando descer de um ônibus e custará a acreditar que ficou paraplégica. “Mas ela não amolecerá o coração tão facilmente. Nas cenas seguintes à do acidente, ela continuará sendo dura com todos”, conta a atriz.

A diretora da casa de repouso, porém, terá de dar o braço a torcer ao precisar, para atividades do dia a dia, da ajuda de enfermeiros e idosos. “Maneco também mostra, com isso, o quanto é importante demonstrarmos carinho e darmos atenção a quem nos cerca. Nunca sabemos o que nos reserva o dia de amanhã”, diz Betty.

A atriz, entretanto, não põe a mão no fogo por Miss Lauren. “Ela é uma caixinha de surpresas. Pode ser que fique mais doce, mas o acidente poderá torná-la ainda mais amarga. Essa mulher é muito fria, é até surpreendente”.

Betty Gofman conta que, no fundo, sente pena de Miss Lauren. Para ela, a diretora é infeliz por carregar mágoas do passado. “Ela é uma coitada. A gente fica com raiva, mas, se tenta entendê-la, percebe que teve uma vida triste”. Ainda assim, a atriz não a defende por completo. “Ela é muito desalmada e inflexível com os velhinhos”. Sobre a revelação de que a diretora teve um filho com um seminarista, ela avalia: “Isso ajuda a justificar um pouco o amargor dela e evidencia sua falsa moral”.

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