O Brasil da Copa

iG Minas Gerais |

O mundo está de olho no Brasil. Recebemos milhares de pessoas de vários países motivadas pela “Copa das Copas”(?). Os meios de comunicação multiplicaram campanhas de incentivo a todos para que sejamos cordiais, bons anfitriões, cooperadores na divulgação de uma imagem que impressione positivamente. Somos orientados, com justa razão, a denunciar o assédio sexual a menores, qualquer indício de possibilidade de tráfico humano, etc. Bem, ninguém quer que tenham nossa pátria amada em baixa-estima.   Mas, que Brasil é o nosso? O país onde imperam a mentira, o jeitinho brasileiro, a corrupção, o desrespeito ao cidadão, a má gestão da coisa pública, a imoralidade, a pesadíssima e injusta carga tributária, a má distribuição de renda, a impunidade, a violência, a educação de baixo nível, a deterioração da infra-estrutura. Como se isso não bastasse, seguindo orientação perniciosa e impositiva de órgãos da ONU e a influência maléfica de alguns órgãos de comunicação (que naturalmente existem e só sobrevivem se, além de informar, agradarem o público), os nossos políticos tentam fazer leis que rompem com a tradicional moral e bons costumes que governaram a humanidade por séculos e séculos. Por exemplo: Em nossa Casa de Leis foi aprovada a "Lei da Palmada", primeiro passo para que, mais tarde, o Estado se torne o dono dos nossos filhos. Já não existem leis que punem a violência em casa ou fora dela?  Para a votação do Estatuto da Família uma enquete, via site da Câmara Federal, busca saber se os brasileiros ainda querem que nossos deputados façam constar que "família é formada a partir da união entre homem e mulher". Pilatos vive ainda!...  No dia 22 de maio, o Diário Oficial da União, publicou decisão do governo legalizando a “Interrupção Terapêutica do Parto”; isto é, o aborto, em alguns casos. Em 1977 foi aprovada a “Lei do Divórcio”; o argumento era o mesmo: “apenas em alguns casos”. E hoje, como se aplica? Falta espaço para detalhar sobre os assuntos aqui mencionados e, além deles, falar sobre educação sexual nas escolas, distribuição de preservativos para adolescentes, liberação da maconha, redução do dano (no caso de drogas pesadas), população de rua e muito mais. Bom, que Brasil nós queremos? Certamente um país muito melhor do que temos agora, e não ao que estão querendo fazer dele. Somos terra de oportunidades, gozamos de boa liberdade e temos riquezas tremendas. Discordar da situação atual só será útil se nos levantarmos para fazer a diferença. Deixemos de ser “apenas” patrões ou empregados, professores ou alunos, pais ou filhos, eleitos ou eleitores, industriais ou comerciantes, produtores ou consumidores, militares ou civis, pastores e ovelhas, ricos ou pobres. Toda essa “cadeia de produtividade” é necessária, mas precisa ser moralmente limpa e socialmente justa; comprometida com a verdade e com a honra; engajada no processo de transformação do ser que forma a nação.  Como cristãos a nossa participação na promoção de um Brasil melhor começa com insistentes orações e súplicas e com o exemplo de vidas que buscam viver na prática o reino de Deus e a sua justiça onde estamos e no que fazemos. Jesus deu a Sua vida para que indivíduos e sociedades inteiras sejam reconciliados com o Deus Pai e, como resultado vivam a vida comum dos homens na inteira dependência do Espírito Santo.   Façamos a parte que nos compete como continuadores da obra de Cristo para que se estabeleça o governo de Deus no Brasil. Deus pode fazer desta nação um oásis neste tempo árido, mas Ele precisa começar por meio de vidas que aceitem ser dominadas por Ele. Pense nisso!  

Pr. Jonas Neves de Souza

Igreja Batista do Povo

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