Uma caminhada de sete anos até a consagração

Foram quase sete anos entre a apresentação da candidatura até a consagração de Belo Horizonte como uma das principais sedes de jogos da Copa do Mundo.

iG Minas Gerais | Antônio Anderson |

Renovado. As obras de adequação do Mineirão ao padrão Fifa praticamente não enfrentaram contratempos, e o estádio foi o segundo a ficar pronto para a Copa das Confederações de 2013
Sylvio Coutinho/Divulgação - 16.10.2014
Renovado. As obras de adequação do Mineirão ao padrão Fifa praticamente não enfrentaram contratempos, e o estádio foi o segundo a ficar pronto para a Copa das Confederações de 2013

Foram quase sete anos entre a apresentação da candidatura até a consagração de Belo Horizonte como uma das principais sedes de jogos da Copa do Mundo. Depois de a cidade ficar no grupo das 12 escolhidas, de uma lista inicial de 18 pretendentes, entrou em campo o governo de Minas Gerais, que firmou uma parceria público-privada para a reforma do Mineirão – com um investimento de R$ 695 milhões –, que, na tarde de hoje, vai ser palco da semifinal entre Brasil e Alemanha, um dos jogos mais importantes na história do Gigante da Pampulha envolvendo seleções.

Mas a caminhada foi longa. Belo Horizonte foi confirmada como cidade-sede pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, no dia 31 de maio de 2009. Para receber quatro jogos da primeira fase, um das oitavas de final e um da semifinal, a capital mineira precisou cumprir várias exigências como modernização do aeroporto de Confins, melhoria na mobilidade urbana e reforma do Mineirão, com cobertura do estádio, reforma dos vestiários, colocação de novas arquibancadas, implantação do estacionamento e criação da esplanada.

“Como gestor público atuando na esfera estadual, sempre tive a visão de que a Copa seria uma grande oportunidade para Belo Horizonte e Minas Gerais. Foi um período de muitos desafios, no qual pudemos ver o amadurecimento de todo um projeto bastante complexo, que envolveu vários parceiros, de diferentes instituições e níveis de governo”, afirmou o secretário municipal extraordinário para a Copa do Mundo, Camillo Fraga.

O Mineirão foi o segundo estádio a ser entregue para a disputa da Copa do Mundo, atrás apenas do Castelão, em Fortaleza. O estádio ficou fechado para reformas entre 2011 e 2012, e as obras foram concluídas faltando seis meses para a Copa das Confederações. Em 2013, o Gigante da Pampulha recebeu três jogos da Copa das Confederações. Pela fase de grupos, a Nigéria fez 6 a 1 no Taiti, e o México bateu o Japão por 2 a 1. Nas semifinais, o Brasil venceu o Uruguai por 2 a 1 e garantiu vaga na final competição.

Depois de 64 anos, Belo Horizonte voltou a receber jogos pela Copa do Mundo. No Gigante da Pampulha, a Colômbia venceu a Grécia por 3 a 0; a Costa Rica empatou em 0 a 0 com a Inglaterra; a Argentina venceu o Irã por 1 a 0 e a Bélgica bateu a Argélia por 2 a 1. Todos jogos da fase de grupos. O estádio também foi palco da dramática vitória do Brasil, nos pênaltis, por 3 a 2, sobre o Chile, em jogo das oitavas de final. O ápice na história do Mineirão será atingido hoje, quando o torcedor espera que o Brasil supere a Alemanha e garanta vaga na decisão da Copa do Mundo.

“A partida entre Brasil e Alemanha é o ponto culminante da Copa do Mundo em Belo Horizonte, mas não significa que o projeto e os seus efeitos se encerraram. Não é um ponto final. É o ponto de partida para muitas oportunidades de turismo, esporte e negócios que vão se consolidar e resultar em mais benefícios para a cidade e sua população”, completou Fraga.

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