Que seja uma despedida à altura do Mineirão

As tradicionais seleções do Brasil e da Alemanhã medem forças a partir das 17h no Gigante da Pampulha.

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |


Mineirão esteve sempre cheio nos outros cinco jogos que sediou na Copa
DOUGLAS MAGNO
Mineirão esteve sempre cheio nos outros cinco jogos que sediou na Copa

Será um duelo de gigantes na Pampulha. Um pentacampeão contra um tricampeão. Será um dia para cravar o maior jogo da história do Mineirão. Um dia de Brasil x Alemanha, último passo para a final da Copa do Mundo. As duas tradicionais seleções, de tantos feitos históricos em seus currículos, medem forças a partir das 17h no Gigante da Pampulha. Apenas uma terá motivos para comemorar e guardar boas recordações do principal palco esportivo de Minas Gerais, que hoje sai de cena na maior competição entre seleções do planeta.

Até o momento, foram cinco partidas do Mundial sediadas no Mineirão. De acordo com o público oficial presente divulgado pela Fifa, o estádio já recebeu quase 300 mil pessoas para celebrar esse momento vivido pelo futebol brasileiro e internacional. Torcidas de Colômbia, Argentina e Inglaterra deram um colorido a mais ao local, tão acostumado a receber o preto e branco do Atlético e o azul e branco do Cruzeiro ao longo de seus quase 49 anos de fundação.

Para tentar superar um adversário tão tradicional, o Brasil tem ao seu lado a mística do Mineirão, que viveu uma tarde tensa nas oitavas de final no confronto com o Chile. “O primeiro sinal foi a bola na trave (na prorrogação). Se ela entrasse, não estávamos mais na Copa. Depois daquilo, o Julio disse que pegaria três pênaltis”, contou Thiago Silva. O goleiro do Brasil não chegou a pegar três penalidades, mas duas, que foram suficientes para a vitória épica, já que o terceiro desperdício chileno acabou acertando a trave esquerda do arqueiro canarinho.

Mas, diante de um espetáculo de tanta grandeza e de uma data histórica, uma pergunta clama por resposta. Existe vida no futebol do Brasil sem o craque Neymar? A substituição da estrela, cortada da competição por lesão, permeia toda a estratégia de jogo preparada por Felipão.

São vários candidatos. Para cada alternativa, um modo de jogar. Mas, esperto que é, o comandante brasileiro não vai dar pistas para o treinador oponente Joachim Low. No último treinamento, ontem, ainda na Granja Comary, na cidade de Teresópolis, antes do embarque para Belo Horizonte, o técnico brasileiro testou algumas opções.

Fato é que, se de um lado o time sentirá a falta do talento de seu camisa 10 no confronto decisivo, haverá também uma grande corrente positiva de motivação dos demais jogadores do elenco, que prometem dar a vida em campo para dedicar a classificação e, posteriormente, o título em uma eventual final de Copa do Mundo no Maracanã, contra Holanda ou Argentina, ao garoto que teve o sonho interrompido por uma contusão.

O time também não terá seu capitão, Thiago Silva, suspenso. Mas, neste caso, não há segredo. Dante será o substituto e jogará ao lado do inspirado David Luiz, que herda a braçadeira.

Adversário. Pelo lado alemão, o técnico Joachim Low é prudente e chega a dizer que será mais difícil ganhar do Brasil sem o craque Neymar. “Claro que é um jogador de talento excepcional, mas, depois dessa tragédia, seus companheiros estarão mais unidos”, ressaltou o treinador.

O treinador pretende repetir o time que venceu a França nas quartas de final, mas Schürrle pode levar a vaga de Klose no ataque. Lahm tem chance de retornar ao meio-campo, com Boateng voltando à lateral direita.

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