Líder do governo diz que PEC 68 é só para a Gasmig

Audiência pública na Assembleia discutirá gasoduto amanhã

iG Minas Gerais | Queila Ariadne |

Investimento. Gasoduto no Triângulo mineiro é pré-requisito para fábrica de amônia da Petrobras
FOTO : DOUGLAS MAGNO / O TEMPO
Investimento. Gasoduto no Triângulo mineiro é pré-requisito para fábrica de amônia da Petrobras

O líder do governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Luiz Humberto Carneiro (PSDB), afirma que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 68 tem um único objetivo: garantir o gasoduto Betim-Uberaba. “O governo não tem como investir neste empreendimento e precisamos dela para viabilizar a fábrica de amônia do Triângulo Mineiro. A PEC vai permitir a entrada de um sócio privado na Gasmig, só isso”, afirma Carneiro, que assinou a PEC, junto com outros 32 deputados da base governista de Minas Gerais.

Entretanto, o texto da PEC 68 é genérico e indica a possibilidade de flexibilizar a privatização das subsidiárias das empresas públicas e de economia mista. Tal flexibilização tem causado polêmica entre representantes dos trabalhadores da Gasmig e oposição ao governo. “Se a PEC for aprovada, vai facilitar a privatização de subsidiárias de energia da Cemig e isso pode trazer reflexos na conta para o consumidor”, afirma o coordenador geral do Sindicato dos Eletricitários (Sindieletro-MG), Jairo Nogueira Filho.

Por enquanto, a PEC 68 aguarda criação de uma comissão especial. “Estamos esperando a oposição indicar os membros. Quando a comissão for criada, poderemos discutir ideias, inclusive a possibilidade de especificar que a alteração só será válida para a Gasmig. Dependemos da mudança para conseguir um investidor para o gasoduto e esse investimento é muito importante para Minas Gerais”, destaca Luiz Humberto Carneiro.

Audiência Pública. Amanhã, às 10h, o gasoduto e as polêmicas sobre a PEC 68 serão debatidos em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). “Vamos aproveitar e iniciar uma campanha contrária à PEC e aos riscos de privatização”, afirma o coordenador do Sindieletro.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave