Despedida de uma sede de Copa multicolorida

Capital mineira e Mineirão se preparam para terem seu último jogo - e dia do Mundial 2014

iG Minas Gerais | BERNARDO MIRANDA |

Torcedores gregos fizeram a festa antes do duelo diante da Colômbia, na estreia do Mineirão na Copa do Mundo
O TEMPO
Torcedores gregos fizeram a festa antes do duelo diante da Colômbia, na estreia do Mineirão na Copa do Mundo
Se encantar com a alegria colombiana para depois se surpreender com a esperança argelina. Juntar forças para torcer contra os argentinos, mesmo diante de seu entusiasmo contagiante, e em seguida aprender com os britânicos como ter atitude esportiva diante do fracasso. Essa foi a experiência do belo-horizontino durante a Copa do Mundo antes de, enfim, poder ir ao Mineirão torcer pela seleção brasileira em uma partida acirrada, em que a vitória só veio depois de uma angustiante disputa nos pênaltis, contra o Chile.  Nesta terça-feira, a cidade se prepara para se despedir do Mundial – oxalá com um triunfo diante da Alemanha. Porém, independentemente do resultado, a tradicional capital mineira já ganhou uma experiência cosmopolita inédita em sua história.    O ceticismo dos moradores com a Copa cedeu logo no primeiro jogo, com os mais de 20 mil colombianos invadindo a cidade. Eles estenderam a estadia, em alguns casos por mais de uma semana. “Fomos a quatro cidades no Brasil, mas Belo Horizonte foi disparada a melhor. A hospitalidade do mineiro não se compara a nenhum outro lugar”, avaliou Juan Garcia, representando os colombianos que ganharam a simpatia e a torcida dos mineiros.    Para chilenos e argentinos, pouco importou o conforto. Bastou uma vaga para estacionar seu motorhome ou armar sua barraca. Para quem não tinha nem ingresso, o importante foi estar perto da seleção e fazer da cidade onde o time ia jogar, um pedacinho do seu país. “Torcemos com alma, e para isso não precisamos sempre estar no estádio”, disse o argentino Sebastian Rabinowicz, que veio de Rosário até Belo Horizonte em um ônibus com pinturas de Pelé, Maradona, Messi e Neymar.    Mesmo já desclassificados, ingleses cantaram durante todo o empate em 0 a 0 com a Costa Rica. Eles se recusaram a sair do estádio após o jogo e mostraram que nem sempre a vaia é a melhor reação diante de um fracasso.    Com mais de 140 mil estrangeiros, de mais de 60 nacionalidades diferentes, Belo Horizonte conseguiu ao menos mostrar que há um Brasil além de Rio de Janeiro, São Paulo e Amazônia. “O desafio agora é fazer essa experiência se estender para além da Copa, consolidando a cidade como um destino turístico para estrangeiros”, afirmou o presidente da Belotur, Mauro Werckema.