Belo-horizontina casada com alemão ficará dividida durante jogo

Publicitária afirma que coração é brasileiro, mas o apoio moral é alemão; filha do casal, também, alterna camisas oficiais das duas seleções

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |

Publicitária e filha torcem para as duas seleções e vão ficar divididas durante o primeiro jogo da semifinal do Mundial, entre Brasil e Alemanha
Arquivo pessoal
Publicitária e filha torcem para as duas seleções e vão ficar divididas durante o primeiro jogo da semifinal do Mundial, entre Brasil e Alemanha

A foto de capa do Facebook da publicitária Luciene Santos - uma montagem na qual a bandeira da Alemanha se funde com a do Brasil - já dá uma pista de como será o clima da casa dela nesta terça-feira (8), quando Brasil e Alemanha se enfrentam em busca de um lugar na final da Copa do Mundo. "Está uma loucura aqui em casa", diz ela, que é casada com um alemão há oito anos.

"O coração é brasileiro, mas o apoio moral é alemão", diz ela. O marido, Stefan Geiger, pensa o contrário e a filha do casal, Luise, 4, está dividida. "Ela fala que vai torcer para o Brasil e para a Alemanha", conta a mãe. Durante a Copa, a menina alternou a camisa amarela do Brasil, com o uniforme alemão, conforme a partida. As fotos compartilhadas na rede social servem para a família do Stefan, que está na Alemanha, acompanhar o clima do Mundial no Brasil.

O casal não comprou ingressos para o jogo porque nenhum dos dois acreditou que o confronto no Mineirão envolveria suas seleções. "A gente achava que os times não iam chegar tão longe", conta Luciene. Stefan conseguiu um ingresso de última hora com o consulado alemão e estará no Mineirão. Luciene deve torcer em casa. Ela não encontrou mais ingressos no site oficial da Fifa e não quer comprar de cambistas que, segundo ela, pedem cerca de R$ 2.000 em um tíquete.

O carisma da seleção alemã, que nesta segunda-feira (7) divulgou um vídeo com seus melhores momentos no Brasil, incluindo visita a uma aldeia indígena, roda de capoeira e torcida pelo Brasil nas oitavas de final, não é surpresa para a publicitária. Segundo ela, a fama de ser um povo frio se desfaz com um pouco de convivência. "Os alemães gostam muito do Brasil e respeitam muito a nossa cultura", garante.