Veja em números, a falta que Neymar faz

Camisa 10 brasileiro é o artilheiro, jogador que mais finaliza, sofre faltas, tenta jogadas e dribla

iG Minas Gerais | GABRIEL PAZINI* |

Craque tupiniquim fará muita falta para a seleção brasileira
douglas magno
Craque tupiniquim fará muita falta para a seleção brasileira

Para manter vivo o sonho do hexa em casa, o Brasil precisará superar vários problemas contra um adversário fortíssimo. A pergunta é: a seleção tem forças para vencer a Alemanha, nesta terça-feira, às 17h, no Mineirão, sem Neymar?

O camisa 10 e principal jogador do escrete canarinho faz muita falta, isso é inegável. Não apenas pela qualidade técnica e o poder de desequilibrar e decidir qualquer partida, mas também pela referência que é e preocupação que causa ao adversário. Além disso, aquela brincadeira de que o esquema do Brasil é 4-2-3-bola-no-Neymar é verídica.

Neymar é o artilheiro do Brasil na Copa com quatro gols e o atleta com mais finalizações certas e erradas: 9 e 8, respectivamente. O camisa 10 também é o jogador mais caçado da seleção brasileira: sofreu 18 faltas no Mundial. Mas também faz as suas: oito. Ele é o quarto atleta mais faltoso do time.

Além disso, até por tentar muitas jogadas, Neymar é quem mais perde a posse de bola na seleção. O craque perdeu a posse 55 vezes na Copa, 19 vezes menos que Oscar, o segundo da lista.

Neymar também é o jogador brasileiro que mais vezes tenta abrir espaços de forma individual. Ele é quem mais tenta driblar no escrete canarinho: 22 acertos e 13 erros.

O garoto, no entanto, também erra. Neymar é o líder de passes errados na seleção, com 29 erros. E com 13 equívocos, ele é o segundo que mais erra cruzamentos no time.

Por outro lado, a ausência do craque pode fazer o grupo se motivar ainda mais e se superar contra a Alemanha, jogando também pelo companheiro. No entanto, cria-se, nesse sentido, outra dúvida: com o psicológico fraco demonstrado pelo Brasil neste Mundial, não é mais provável que a equipe leve a ausência de Neymar para o lado negativo e sinta muito a falta do craque durante o jogo, principalmente se estiver perdendo ou tomando pressão da Alemanha? Bem, essas questões só serão respondidas dentro de campo.

Substitutos

Outra dúvida é: quem joga no lugar de Neymar? Existem algumas possibilidades. Willian, Bernard e Ramires disputam a vaga, e Felipão também formar o time com três volantes: Luiz Gustavo, Fernandinho e Paulinho, com Oscar e Hulk com mais liberdade.

Eu acredito que Felipão volta com Luiz Gustavo e tira Paulinho, formando a dupla de volantes com Luiz Gustavo e Fernandinho. E para a vaga de Neymar, entra Willian.

O meia do Chelsea seria uma opção para mudar o mínimo possível, o que tem sido a máxima de Felipão neste Mundial, enquanto Bernard seria uma probabilidade para dar mais velocidade ao time e o volante ex-Cruzeiro entraria para o Brasil ter mais corpo no meio-campo. Já o esquema com três volantes seria uma forma do Brasil ter ainda mais corpo na meia-cancha e mais segurança defensiva.

A melhor opção para mim, no entanto, seria Willian. O jogador além de boa técnica, tem qualidade no passe e é bom armador de jogadas, mas o principal fator, é a mobilidade. O grande problema ofensivo da seleção é a falta de movimentação. Os três meias: Hulk, Oscar e Neymar, atuam muito separados, não se aproximam, dialogam e raramente criam jogadas em conjunto. São raras as oportunidades em que os três trocam passes, tabelam, se aproximam e combinam jogadas. E isso prejudica também o futebol de Fred, que fica sempre isolado na frente, sem a companhia de seus companheiros, que não se aproximam dele - sem tirar a responsabilidade do atacante, que também procura pouco o jogo e tem errado quase todas as jogadas que tenta.

A entrada de Willian melhoraria esse problema. O meia tem entrosamento com Oscar. Os dois jogam juntos no Chelsea e estão acostumados a tabelar e fazer jogadas juntos.Willian se movimenta muito e, com isso, se aproximaria de Hulk e Oscar para criar jogadas. A movimentação e o diálogo entre os meias ofensivos tão necessário na seleção, aconteceria. O time jogaria mais próximo, de forma mais compacta e, com isso, criaria mais espaços e chances de gol.

Agora, existe um ponto muito interessante: Willian nunca fez um jogo como titular da seleção brasileira. Ou seja, o meia pode fazer sua estreia como titular logo em uma semifinal de Copa do Mundo contra a Alemanha. Por outro lado, o meia consegue se adaptar rapidamente. Com poucos jogos, ele se tornou titular do Chelsea e ganhou lugar no grupo da seleção.

Nas outras opções, Bernard não resolveria esse problema, pois daria apenas velocidade pelo lado do campo. Ramires não é exatamente um armador de jogadas, enquanto com o trio de volantes, o espaço só aumentaria. Fernandinho e Paulinho chegam muito no ataque e são incisivos, mas não são armadores e não combinariam jogadas com Oscar e Hulk, se aproximando dos dois para criar chances.

*com supervisão de Leandro Cabido

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